lunes, 30 de marzo de 2015

Nossa Senhora do Escorial - Sobre a Paixão de Cristo - Mensagem 08.01.1982


Nossa Senhora de El Escorial
Espanha, 1981-2002

Aparições de Jesus Cristo e Nossa Senhora
actualmente em estudo a cargo do Arcebispo de Madrid, Carlos Osoro.
Com o Culto Eucarístico autorizado, no lugar das Aparições.
  



Sobre a Paixão de
Nosso Senhor Jesus Cristo


Mensagem de 8 de Janeiro de 1982



Encontrando-se em profundo sofrimento, Luz Amparo expressou a sua dor ao Senhor.
Luz Amparo:
Ai, ai, que dor!

O Senhor:
Sim, Minha filha, sei que estás a sofrer como Eu sofro; mas, como já te disse muitas vezes, é preciso ajudar os seres humanos e isso tem de ser à custa do teu sofrimento, do Meu e do de outras almas escolhidas para purificar as restantes. Não esqueças que fui Eu Mesmo a dar-vos o exemplo para vos salvar a todos, pois amo-vos muito. Amo tanto as Minhas almas que não quero que se afastem de Mim. E quero que elas saibam que Eu desejo ser a sua recompensa e o seu prémio, bem como de todas as almas que confessam as suas culpas, pedem perdão dos seus pecados e se arrependem com humildade. Eu tenho um amor muito grande a todos os que querem estar Comigo, por isso sofro por todos. Porque Eu, como já te fiz ver noutras ocasiões, em apenas um segundo poderia fazer arder toda a terra. Mas ainda estou a dar constantemente oportunidades aos homens para se salvarem, enviando a Minha Mãe como mensageira, porque sei que são débeis e que estão sempre a cair no mesmo pecado. Por isso derramei o Meu Sangue para poder redimir todas as almas. Em troca, só quero uma única coisa: que peçam perdão, pois o Meu Pai espera-os a todos.
Que alegria se, neste ano que agora começa, todos os homens começassem também, com amor e humildade, a amar-se uns aos outros como Eu os amei a todos! Nunca esqueças, Minha filha, que só queremos que se salvem. Vou dar-te uma mensagem para este ano que começa: diz-lhes que muitos deles seguem enganados pelo caminho que trilham. Esses, são todos aqueles a quem nada serve gemer em segredo no mais profundo do seu coração, porque o seu orgulho não lhes permite ter a humildade necessária para tomarem consciência da sua condição miserável, o que só acontecerá se pararem nesse caminho, se arrependerem e vierem a Mim, que desci à terra para vos assinalar a todos...  [Palavra ininteligível] e a senda segura para ir ao Céu.
 Diz-lhes que abracem a Minha Cruz com amor, pois só isso os salvará e que não escutem doutrinas falsas porque todas, fora da Minha, os levarão ao fundo do abismo. Todas essas falsas doutrinas irão precipitá-los numa vida de amargura, de desespero e de ódio para com os outros. Diz-lhes também que essas doutrinas são satânicas e contrárias à Palavra do Meu Pai Celestial. Diz-lhes que Eu deixei tudo dito nos Meus Santos Evangelhos; que Me escutem, pois sou Eu Mesmo que lhes falo por meio das Minhas almas humildes por Mim escolhidas. Mas é exactamente por isso que rejeitam as Minhas mensagens, porque não querem admitir que Eu, sendo Rei de Céus e terra, possa escolher uma alma tão humilde e tão insignificante, mas faço-o para confirmar que não é falso o que elas transmitem porque, por elas mesmas, não conseguiriam confundir os poderosos, mostrando, desse modo, a razão por que vou buscar as almas mais pequenas da terra.
Que fixem bem uma coisa importante: a Minha Mãe Santíssima dá sempre as Suas mensagens às almas mais incultas e mais humildes. Peço-vos, por isso, que acrediteis nas Minhas mensagens e nas mensagens da Minha Santíssima e Pura Mãe, porque Eu envio a Minha Santa Mãe como mensageira, para que espalheis as Suas mensagens por todo o mundo.
Diz-lhes que se arrependam, que acreditem em Deus Pai, em Deus Filho e em Deus Espírito Santo, pois todo aquele que não acreditar nestas Três Pessoas não crê em Deus.
Diz-lhes que sejam humildes, que honrem o Meu Pai e Me honrem a Mim, porque quem honra o Meu Pai, honra-Me a Mim, pois Eu bendigo o Meu Pai, que esconde os Seus segredos aos grandes e os revela aos humildes, porque assim o manda Ele, e Eu faço sempre a vontade de Meu
Pai, pois foi Ele que Me enviou para estar entre vós.
Amai-vos uns aos outros como Eu vos amei, até ao ponto de cumprir a vontade do Meu Pai.
Cumpri a vontade do Meu Pai e derramei o Meu Sangue até à última gota, para vos redimir a todos do pecado. E agora vais continuar a ver outro quadro da Minha Paixão.

Luz Amparo:
Vejo o Senhor que já não leva a Cruz. Está entre muita gente, há muitíssima gente, vai tropeçando, vão-n'O empurrando. Vejo uma mulher que sai do meio da multidão, pega num pano, dá-o ao Senhor, que tem o rosto todo ensanguentado. O Senhor limpa todo o Seu rosto com esse pano. Secou o rosto com ele e devolve-o a essa mulher; ela pega no pano e guarda-o.
Lançam-Lhe todos muitos gritos: "Olha, um rei cobarde! Pede ao Teu Pai que Te salve". Insultam-n'O e dizem-Lhe palavras muito feias. Há muitas mulheres que levam as crianças para onde o Senhor vai passar. O Senhor põe as mãos sobre a cabeça das crianças. Aperta algumas contra Si, assim como contra um lado. As pessoas põem-se no meio do caminho, impedindo a passagem do Senhor. Então, os verdugos empurram as pessoas e começam outra vez a dar empurrões ao Senhor. O Senhor passa o Seu olhar por todos e, com a mão, faz-lhes o sinal da cruz. Então, um bate-Lhe na mão com um pau.
Empurram outra vez o Senhor, puxam-n'O e voltam a dar-Lhe pontapés, uns por um lado e outros por outro. Ouço-os a dizer umas palavras que não entendo. Senhor, faz com que eu entenda. Ai, não entendo o que estão a dizer!
O Senhor está agora sentado numa grande rocha, uma pedra. Olha para cima, para o céu, e implora a Seu Pai dizendo: "Meu Pai, Meu Pai!" Olha depois para toda a gente que está ali, olha para todos com um olhar de pena. Volta a olhar para o céu e diz: "Ajuda-Me!".
Começam então a rir-se d'Ele e dizem-Lhe: "Olhem para Ele, o dos milagres, a pedir ajuda. Faz um milagre e deixar-Te-emos ir em liberdade". O Senhor não lhes diz nada.
Seguem quatro soldados; os mesmos verdugos que O foram chicoteando. Puxam-Lhe a roupa, açoitam-n'O... a carne é arrancada. Faltam-Lhe pedaços nas costas.
Agora tiram-Lhe a coroa de espinhos com um esticão. Voltam a pôr-Lhe outra vez uma roupa de cor branca, põem-Lhe a coroa e empurram-na para baixo com força. Começa outra vez a correr-Lhe sangue por toda a cara. Ai, Meu Deus. Ai! Tem mais uma vez a roupa ensopada em sangue. Empurraram-n'O outra vez, outra vez. O Senhor está cansado e não pode mais. Vai pela encosta acima, tropeçando nas pedras. Chegam acima, ao monte. Ali tem a Cruz estendida no chão. Não é uma cruz como a que nós vemos, tem os paus para cima, dois paus. Mandam ao Senhor que Se estenda sobre a Cruz. O Senhor olha para o céu, caem-Lhe lágrimas dos olhos como sangue. Atam-n'O com umas cordas à madeira. Agora cravam-Lhe a mão direita. Começam a esticar o braço esquerdo, mas o pau é mais comprido que o braço e não chega onde está o furo. Um dos verdugos põe-se em cima do Senhor, aperta-O, aperta-O e puxa o braço com força. O Senhor contorce-Se de dores; o do lado esquerdo começa outra vez a puxar o braço. Ai, Meu Deus! Quando estão a pregá- l'O ouvem-se as marteladas e brota sangue das mãos. Ai, o Senhor contorce-Se de dores. O Senhor dobra as pernas; contorce-Se para um lado e para o outro. Esticam-Lhe as pernas outra vez com cordas, atam-Lhe a cintura e apertam-na. Atam os pés à madeira com uma corda. Começo de novo a sentir as marteladas nos pés. O Senhor olha para cima, para o céu. Tem o rosto todo ensanguentado. O Senhor está a falar, olha para o céu e pede ao Pai que O socorra.
Ai, meu Deus, isto é horrível, isto é horrível! Ai, Senhor!

O Senhor:
Sim, Minha filha, este tormento que tu sentes é o que Eu sinto todos os dias pelas almas que Me ofendem com tantos pecados de impureza. E como profanam o Meu Corpo! Fazem isto diariamente, cravam-Me todos os dias. Por isso te peço, Minha filha, que sejas vítima da Minha Paixão, porque Eu aceitei com resignação a última vontade de Meu Pai, que era sofrer, sofrer até ao fim. E fiz tudo para apagar o pecado de tantos pecadores, para que todos pudessem alcançar o Meu
Reino, mas não têm coração, são cruéis; cometem ofensas constantemente, ferindo os Nossos Corações, o de Minha Mãe puríssima e o Meu. Não esqueças, Minha filha, que se queres dar-Me glória e que se salvem muitas almas, deves deixar que Eu faça de ti o que quiser e abandonar-te no Meu amor.
Sê humilde, não respondas nunca com soberba, mas com humildade a qualquer humilhação; sê humilde porque, com a humildade, tudo se consegue. Não esqueças que com a humildade podes ajudar a salvar muitas almas. Oferece tudo nestes dias em que tanto se ofende. Quero que sejas como aquele bom homem que, sendo um grande pecador, Me ajudou a levar a Cruz. E com que amor Me ajudou a levar a Cruz, a Cruz de amor!
Tu consolar-Me-ás, Minha filha, e os dois sofreremos na Cruz. Olha quanto a Humanidade ofende os Nossos Corações. Sofre e oferece tudo com amor, para a salvação das almas, que Me crucificam de novo. O Meu Coração é um abismo de dor. As almas ingratas espezinham-Me e desprezam-Me e, sem se aperceberem, vão abrindo o caminho da sua condenação. Por isso, Minha filha, o teu sacrifício e a tua oração, bem como de muitas almas escolhidas, são o meio de salvação de muitas almas e do mundo inteiro. Não te assustes, Minha filha, há muitos pecadores, mas também há muitas almas boas que amam o seu Criador e Redentor. Sei que se perdem muitas almas, que tristeza tão grande! Mas, apesar disso, o Meu amor por elas não diminui. Todas as almas que Me amam podem reparar as ofensas de tantos e tantos pecadores que estão a ofender-Me, e consolar a amargura deste Coração e do Coração da Minha Mãe puríssima, que está trespassado pela espada de dor.
Pesa-Me tanto a Cruz. Por isso venho para que Me ajudes, e queria repartir esta Cruz com tantas almas escolhidas. Uma parte deste peso e um pouco da Minha agonia em cada alma escolhida, até ao ponto de o Meu Coração se regozijar de amor para com todas elas. Uma vez que muitas almas ofendem tanto, vós, almas escolhidas, não espezinheis a Divina Majestade de Deus, nem o Sangue do Seu Filho. Ajudai-O a aliviar-Se da Cruz que leva tão pesada.
Continuo a repetir-te, Minha filha: sê humilde, recebe com amor todas as blasfémias e todas as calúnias.
Adeus, Minha filha. Recebe a Minha santa bênção.

Nossa Senhora:
Minha filha, aqui Me tens com o Coração trespassado de dor por tantas almas que estão a ofender-Nos constantemente durante todos estes dias. Estão a ultrajar os Nossos Corações. Eu trago uma mensagem de paz e de amor, mas os homens fazem a guerra e a desunião. Quantas almas, Minha filha, estão à procura da sua própria condenação!
Como Mãe, trago a paz, o amor e a humildade para todos os Meus filhos. Mas não querem aceitar, não fazem caso, Minha filha. Quantas vezes pedi que fizessem uma capela em honra do Meu nome, para se meditar na Paixão do Meu Filho, pois não pensam no que Ele sofreu na Cruz por todos os homens!
Peço também que a capela sirva para se fazerem nela exercícios espirituais, a fim de preparar as suas almas, pois o tempo aproxima-se e queremos que estejam preparadas. Mas não fazem caso.
Reza também muito pelo teu director espiritual. Está num mar de confusões, e o Inimigo não sabe por onde se introduzir. Reza muito. Não mistureis políticas nos Meus Terços, pois a política não serve para nada mais que ódios e destruição do mundo.
Pedi a paz para todas as nações. Diz a todos, Minha filha, que ajudem a salvar muitas almas, pois são imensas as que estão à espera que alguém lhes leve uma mensagem da sua Mãe. Condenam-se por ignorância, por não terem tido quem lhes falasse. Sim, Minha filha, tu não consegues imaginar a dor que sentimos pelas almas que estão condenadas e que recusam a salvação.
Adeus, Minha filha, sê humilde, recebe com amor o peso da cruz que o Meu Filho te manda. Adeus.
Eu trago-vos a paz. Pedi pela paz do mundo, pois o mundo está no limiar do desespero.
Pedi pela Rússia. A Rússia é o chicote de toda a Humanidade, pedi que se converta, rezai o santo Terço com muita devoção, porque, por meio dele, estão a salvar-se muitas almas.
Adeus, Minha filha.










A Autoridade Eclesiástica a respeito
das Aparições de Nossa Senhora do Escorial

Para uma informação mais detalhada da posição actual a Igreja respeito das Aparições de Jesus e Nossa Senhora em El Escorial, a Luz Amparo Cuevas, ver a seguinte publicação neste mesmo blog:














miércoles, 11 de marzo de 2015

Nossa Senhora ao P. Gobbi, no 60º aniversario da sua Aparição em Fátima: "O fim de um periodo"


Mensagens de Nossa Senhora
aos Sacerdotes, Seus filhos predilectos,
através do Pe. Stefano Gobbi
(1973-1997)


Imprimatur do Cardeal Bernardino Echeverría Ruiz, Arcebispo de Guayaquil




Nossa Senhora, 31 de Dezembro de 1977
Ultima noite do ano

“O fim de um período”
«Meu filho muito amado, passa comigo as últimas horas deste ano, repleto de graças extraordinárias para o meu Movimento. Já passam sessenta anos desde a minha aparição na pobre Cova de Iria em Fátima, para trazer aos homens a minha importante mensagem.
Hoje, mais do que nunca, essa minha mensagem é urgente e actual. Actual, porque jamais a humanidade se encontrou em tamanho risco da sua própria destruição; urgente, porque os decretos da Justiça Divina estão na iminência de serem executados.
Filhos predilectos, acolhei o caloroso apelo de vossa Mãe: retomai o caminho que conduz a Deus através da oração e da conversão.
Hoje ponho à vossa disposição o meio que o Pai vos concede para ajudar-vos a voltar e Ele: o meu Coração Imaculado. Consagrai-vos todos a este Coração e abandonai-vos nos braços da vossa Mãe celestial.
Neste ano, que já vai para o fim, pude, mediante as orações e sofrimentos de muitos dos meus filhos, suster o castigo. O vosso “sim” veio corroborar a minha intercessão materna em vosso favor.
Jesus houve por bem dar, mais uma vez, à Sua e vossa Mãe a última possibilidade de intervir no sentido de conduzir-vos à salvação e minorar a grande dor que vos aguarda. Por isso preciso da vossa oração, do vosso sofrimento, da vossa vida.
A hora que encerra este ano assinala o fim de um período que a Misericórdia de Deus concedeu a esta humanidade rebelde, antes do terrível momento que está para chegar.»




A Autoridade Eclesiástica respeito das mensagens de Nossa Senhora ao P. Stefano Gobbi

Ver a primeira publicação sobre as Mensagens de Nossa Senhora ao P. Gobbi, aqui nos “Apelos de Nossa Senhora”.




viernes, 27 de febrero de 2015

"Preparemos o mundo para o Regresso do Meu Filho" - Mensagem do Pai 10.Jan.2004 à Anne

Revelações de Jesus e Nossa Senhora
a Anne, apóstola leiga
EUA, 2003-2004


Nihil Obstat e Imprimatur, a 12 de Novembro de 2013,
pelo Bispo de Kilmore, Leo O’Reilly




Mensagem de Deus Pai a 10 de Janeiro de 2004[i]

“Preparemos o mundo para o Regresso do Meu Filho”

«Saúdo os Meus filhos nesta terra. Sou Eu, o vosso Pai que está nos Céus, que vos está a falar. Meus filhos, estais a participar num tempo de mudança. Bem desejariam os santos no Céu ter podido viver neste tempo. É um tempo semelhante ao tempo em que Jesus nasceu em Belém. Poder-se-ia até dizer que o mundo espera novamente uma criança, porque o mundo aguarda o regresso do Salvador. Jesus ama este mundo, e Jesus ama cada um de vós com toda a ternura. Nem sequer vou discutir o amor que tenho por cada um de vós, porque é sobejamente sabido que um Criador, quando cria alguma coisa tão preciosa e perfeita como cada um de vós, ama o que criou. Vós sois o que foi criado, filhos do Céu. Não foi por acidente que chegastes à terra como resultado de uma série de acontecimentos biológicos. Tudo isso é um disparate. O acontecimento biológico que foi o vosso nascimento fez com que todo o Céu suspendesse a respiração na expectativa do que viria a ser o vosso tempo no mundo. Eu criei-vos para trazer o Meu Reino à Terra num tempo mais próximo possível do regresso do Meu Filho. Vós deveis participar neste processo de alegria. Deveis perguntar-Me, a Mim, o vosso Deus, qual o plano que tenho para a vossa participação. Certamente que alguns Me rejeitarão. Estou acostumado a uma tal atitude durante esta Era da Desobediência. Por isso seria até capaz de vos pedir para Me servirdes com todo o amor e compromisso como compensação por aqueles que Me rejeitam. Fareis isso por Mim, Minhas pequeninas almas? Por favor não tenhais medo. Compreendei que o Pai quer estas mudanças na terra para que o Filho seja bem acolhido nos corações daqueles que permanecem. Não nos manifestaremos na forma de um pobre menino deitado num estábulo. Manifestar-nos-emos como o Rei da Criação. O Meu Filho é o vosso Deus. Eu sou o vosso Deus. O nosso espírito está, hoje, no vosso mundo, de uma tal forma que ninguém poderá negar os tempos celestes. O inimigo negará a presença do Nosso Espírito. Mas vós esperais isso, Meus queridos. Esta negação nada retira à verdade. A verdade jorra directamente sobre o inimigo apesar das fracas objecções do mal. Eu, o Deus de Toda a Criação, posso destruir o mal com um simples gesto da mão, um simples olhar. Eu permito que uma certa quantidade de mal coexista, porque essa coexistência permitirá que os Meus filhos possam então discernir entre a luz e as trevas, da mesma forma que uma criança é ensinada a distinguir entre o frio e o quente. Filhos, se desejais culpar-Me pelo estado do mundo, os vossos antepassados que estão no Céu baixarão as cabeças em sinal de desaprovação. Não sejais tão ridículos. Não é Meu desejo que sobre os Meus filhos se abatam catástrofes. Eu permito que exista uma certa quantidade de acontecimentos tumultuosos para que a vossa atenção deixe de estar centrada na constante diversão oferecida pelos bens materiais. Em consonância com este objectivo, Eu começarei a retirar muito do conforto material. Considerai-o como uma experiência libertadora, vós, criaturas terrestres. Tudo o que perderdes na terra, nada é em comparação com a perda que experimentareis se escolherdes as trevas. Sede humildes, tudo aceitando e, juntos, prepararemos o mundo para o Regresso do Meu Filho.»




Posição actual da Igreja sobre as revelações de Jesus a Anne

Cf. A primeira publicação das Mensagens de Jesus Cristo à Anne, aqui no “Apelos de Nossa Senhora”; depois da mensagem vem descrita a posição actual da Igreja sobre as revelações de Jesus, Nossa Senhora e os Santos, à Anne.







[i] Direction For Our Times, Volume 4 (Português), p. 5.

domingo, 25 de enero de 2015

A última prova da Igreja - Catecismo da Igreja Católica n. 675-677

Catecismo da Igreja Católica

Promulgado em 1992
pelo Papa São João Paulo II





A última prova da Igreja (Nos 675-677)

675. Antes da vinda de Cristo, a Igreja deverá passar por uma prova final, que abalará a fé de numerosos crentes[1]. A perseguição, que acompanha a sua peregrinação na Terra[2], porá a descoberto o «mistério da iniquidade», sob a forma duma impostura religiosa, que trará aos homens uma solução aparente para os seus problemas, à custa da apostasía da verdade. A suprema impostura religiosa é a do Anticristo, isto é, dum pseudo-messianismo em que o homem se glorifica a si mesmo, substituindo-se a Deus e ao Messias Encarnado[3].

676. Esta impostura anticrística já se esboça no mundo, sempre que se pretende realizar na história a esperança messiânica, que não pode consumar-se senão para além dela, através do juízo escatológico. A Igreja rejeitou esta falsificação do Reino futuro, mesmo na sua forma mitigada, sob o nome de milenarismo[4], e principalmente sob a forma política dum messianismo secularizado, «intrinsecamente perverso»[5].

677. A Igreja não entrará na glória do Reino senão através dessa última Páscoa, em que seguirá o Senhor na sua morte e ressurreição[6]. O Reino não se consumará, pois, por um triunfo histórico da Igreja[7] segundo um progresso ascendente, mas por uma vitória de Deus sobre o último desencadear do mal[8], que fará descer do céu a sua Esposa[9]. O triunfo de Deus sobre a revolta do mal tomará a forma de Juízo final[10], após o último abalo cósmico deste mundo passageiro[11].






[1] Cf. Lc 18, 8; Mt 24, 12.
[2] Cf. Lc 21, 12; Jo 15, 19-20.
[3] Cf. 2 Ts 2, 4-12; 1 Ts 5. 2-3; 2 Jo 7; 1 Jo 2, 18.22.
[4] Cf. Santo Ofício, Decretum de millenarismo (19 de Julho de 1944): DS 3839.
[5] Cf. Pio XI, Enc. Divini Redemtptoris (19 de Março de 1937): AAS 29 (1937) 65-106, condenando o «falso misticismo» desta «simulação da redenção dos humildes» (p. 69); II Concílio do Vaticano, Const. past. Gaudium et spes, 20-21: AAS 58 (1966) 1040-1042.
[6] Cf. Ap 19, 1-9.
[7] Cf. Ap 13, 8.
[8] Cf. Ap 20, 7-10.
[9] Cf. Ap 21, 2-4.
[10] Cf. Ap 20, 12.
[11] Cf. 2 Pe 3. 12-13.





sábado, 17 de enero de 2015

São Luis Maria Grignon de Montfort - "Papel especial de Maria nos Últimos Tempos"

São Luís-Maria Grignion de Montfort
(1673–1716)

Canonizado pelo Pp. Pio XII em 1947
  



Papel Especial de Maria nos Últimos Tempos
(Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem, Nos 49-54)




I. Papel Especial de Maria nos Últimos Tempos
49. A salvação do mundo começou por Maria, e é por Ela que se deve consumar. Na primeira vinda de Jesus Cristo, Maria quase não apareceu, a fim de que os homens, ainda pouco instruídos e esclarecidos sobre a pessoa de seu Filho, não se afastassem da verdade, apegando-se muito intensa e grosseiramente a Ela. Sendo a Virgem conhecida, é provável que isso tivesse acontecido por causa dos encantos admiráveis que o Altíssimo lhe tinha concedido, mesmo exteriormente. Tanto assim é que São Dionísio Areopagita deixou escrito que, quando a viu, a teria tomado por uma divindade, —devido aos Seus secretos atractivos e à sua beleza incomparável—, se a fé, em que estava bem confirmado, lhe não tivesse garantido o contrário.
Mas, na segunda vinda de Jesus Cristo, Maria tem de ser conhecida e, por isso, deve ser manifestada pelo Espírito Santo. Por Ela fará Conhecer, Amar e Servir Jesus Cristo, uma vez que já não subsistem as razões que o levaram a ocultar, durante a vida, a sua Esposa, e a revelá-la só muito pouco, desde a pregação do Santo Evangelho.

50. Nestes que são os tempos derradeiros Deus quer, pois, revelar e manifestar Maria, a obra prima das suas mãos.
1º porque Ela se escondeu neste mundo, e se colocou mais abaixo que o pó, em sua humildade profunda, tendo obtido de Deus, dos Seus Apóstolos e Evangelistas, que não fosse manifestada;
2º porque Ela é obra-prima saída das mãos de Deus, tanto na Terra pela graça, como no Céu pela glória. Por isso Deus quer, por meio d’Ela, ser louvado e glorificado sobre a terra pelos viventes;
3º porque é Ela a aurora que precede e anuncia o Sol da Justiça, Jesus Cristo, Maria deve ser conhecida e vista, para que Jesus o seja também;
4º porque sendo Ela o caminho por onde Jesus Cristo veio a nós da primeira vez, haverá de sê-lo ainda quando Ele vier pela segunda, embora de maneira diversa;
5º porque é Maria o meio seguro, a via recta e imaculada para ir a Jesus Cristo e para o encontrar perfeitamente, é por Ela que o devem achar as almas chamadas a brilhar em santidade. Aquele que achar Maria, achará a vida (Pr 8, 35), isto é, encontrará Jesus Cristo, que é o Caminho, a Verdade e a Vida (Jo 14, 6). Mas não a pode achar quem a não procurar; não pode procurá-la quem a não conhecer: pois não se busca nem se deseja um objecto desconhecido. É pois necessário que Maria seja conhecida mais do que nunca, para maior conhecimento e glória da Santíssima Trindade;
6º Maria deve brilhar mais do que nunca em misericórdia, em força e em graça nestes últimos tempos. Em misericórdia, para reconduzir e receber amorosamente os pobres pecadores e extraviados, que se converterão e regressarão à Igreja Católica. Em força, para se opor aos inimigos de Deus, aos idólatras, cismáticos, maometanos, judeus e ímpios endurecidos, que se revoltarão terrivelmente, para seduzir e fazer cair, por meio de promessas e ameaças, todos os que lhes forem contrários. E, finalmente, Ela deve brilhar em graça, para animar e suster os valorosos soldados e fiéis servos de Jesus Cristo, que combaterão pelos Seus interesses;
7º por fim, Maria deve ser terrível para o demónio e seus sequazes, como um exército disposto em linha de batalha (Ct 6, 3.9), principalmente nestes últimos tempos. A razão disso é que o demónio intensifica todos os dias seus esforços e combates, visto saber bem que tem pouco tempo (Ap 12, 12), e muito menos do que nunca, para perder as almas. Suscitará em breve cruéis perseguições, e armará terríveis emboscadas aos servos fiéis e verdadeiros filhos de Maria, pois lhe são precisos mais esforços para vencer estes do que os outros.

51. Estas últimas e cruéis perseguições do demónio aumentarão dia a dia, até vir o Reino do Anticristo. É principalmente a estas que se deve aplicar a primeira e célebre predição e maldição de Deus proferida no Paraíso Terrestre contra a serpente. Vem a propósito explicá-la aqui, para a glória da Santíssima Virgem, salvação dos Seus filhos e confusão do demónio.
Porei inimizades entre ti e a mulher, entre a tua descendência e a d'Ela; Ela te esmagará a cabeça, e tu armarás ciladas ao seu calcanhar” (Gn 3, 15).

52. Deus nunca estabeleceu e formou senão uma única inimizade, mas esta irreconciliável, devendo durar e mesmo aumentar até o fim. É a inimizade entre Maria, sua digna Mãe, e o demónio; entre os filhos e servos da Santíssima Virgem e os filhos e satélites de Lúcifer. Deste modo, o inimigo mais terrível que Deus constituiu contra o demónio é Maria, sua Santa Mãe. E Maria, ainda existindo apenas na mente de Deus, foi por Ele dotada, desde o Paraíso Terrestre, de tanto ódio contra este maldito inimigo, tanta diligência em descobrir a malícia desta antiga serpente, tanta força para vencer, aniquilar e esmagar este ímpio orgulhoso, que este a teme, não só mais que a todos os anjos e homens, mas, num certo sentido, mais do que ao próprio Deus. Não é que a ira, o ódio e o poder de Deus não sejam infinitamente superiores aos da Santíssima Virgem, visto as perfeições d'Ela serem limitadas. Mas é que: em primeiro lugar, Satanás, sendo orgulhoso, sofre infinitamente mais em ser vencido e esmagado por uma pequena e humilde serva de Deus, e a humildade desta humilha-o mais que o poder divino; depois, porque Deus conferiu a Maria um tão grande poder sobre os demónios, que eles temem mais um único dos Seus suspiros por alguma alma, que as orações de todos os santos, e uma só das suas ameaças, mais que qualquer outro tormento. Isto foram eles obrigados a confessar muitas vezes, ainda que de má vontade, pela boca dos possessos.

53. O que Lúcifer perdeu por orgulho, ganhou-o Maria pela sua humildade; o que Eva condenou e perdeu pela desobediência, salvou-o Maria obedecendo. Eva, ao obedecer à serpente, perdeu consigo todos os seus filhos e entregou-os ao demónio. Maria, tendo sido perfeitamente fiel a Deus, salvou juntamente consigo todos os Seus filhos e servos, e consagrou-os à Divina Majestade (Santo Ireneu de Lyon).

54. Deus constituiu não somente uma inimizade, mas “inimizades”, não apenas entre Maria e o demónio, mas também entre a descendência da Virgem Santa e a de Satanás. Isto quer dizer que Deus estabeleceu inimizades, antipatias e ódios secretos entre os verdadeiros filhos e servos da Santíssima Virgem e os filhos e escravos do demónio: eles não se amam, nem têm qualquer correspondência interior uns com os outros.
Os filhos de Belial (Dt 13, 13), os escravos de Satanás, os amigos do mundo (não há diferença), até hoje perseguiram sempre, e perseguirão mais do que nunca, aqueles que pertencem à Santíssima Virgem, como outrora Caim perseguiu seu irmão Abel, e Esaú perseguiu Jacob, figuras dos réprobos e dos predestinados. Mas a humilde Maria alcançará sempre a vitória sobre este orgulhoso, e essa vitória será tão grande que chegará a esborrachar-lhe a cabeça, onde reside o seu orgulho. Ela descobrirá sempre a sua malícia de serpente, e porá a descoberto as suas tramas infernais. Dissipará os seus conselhos e protegerá, até o fim dos tempos, os Seus servos fiéis contra aquelas garras cruéis.
Mas o poder de Maria sobre todos os demónios brilhará particularmente nos últimos tempos, em que Satanás armará ciladas contra o seu calcanhar, ou seja, contra os humildes escravos e pobres filhos, que Ela suscitará para lhe fazer guerra. Eles serão pequenos e pobres na opinião do mundo, humilhados perante todos, calcados e perseguidos como o calcanhar o é em relação aos outros membros do corpo. Mas, em troca, serão ricos da graça de Deus, que Maria lhes distribuirá abundantemente. Serão grandes e de elevada santidade diante de Deus, e superiores a toda criatura pelo seu zelo ardente. Estarão tão fortemente apoiados no socorro divino que esmagarão, com a humildade de seu calcanhar e em união com Maria, a cabeça do demónio, fazendo triunfar Jesus Cristo.