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martes, 20 de octubre de 2015

Os cinco sinais que precedem a instauração do Reino de Nosso Senhor Jesus Cristo - João Pedro Batalheiro Marques (Agosto.2015)


Os cinco sinais que precedem a instauração
do Reinado de Nosso Senhor Jesus Cristo




Michael Schmaus (1897-1993) foi um teólogo dogmático de renome, director da tese doutoral de Joseph Ratzinger. No séptimo volume da sua Dogmática, referente às verdades escatológicas, agrupa em cinco os sinais que precedem a instauração do Reino de Nosso Senhor Jesus Cristo.
São eles:
-       a predicação do Evangelho a todas as gentes
-       a Grande Apostasia e a manifestação do Anticristo
-       a conversão do Povo Judeu
-       penas e tribulações da Igreja
-       o caos da criação
Neste breve ensinamento tratou-se de dar um brevíssima panorâmica da cada um destes sinais, também à luz de algumas das recentes aparições marianas.




João Pedro Batalheiro Marques, S.T.L.
Retiro de Lamego, Agosto 2015







domingo, 25 de enero de 2015

A última prova da Igreja - Catecismo da Igreja Católica n. 675-677

Catecismo da Igreja Católica

Promulgado em 1992
pelo Papa São João Paulo II





A última prova da Igreja (Nos 675-677)

675. Antes da vinda de Cristo, a Igreja deverá passar por uma prova final, que abalará a fé de numerosos crentes[1]. A perseguição, que acompanha a sua peregrinação na Terra[2], porá a descoberto o «mistério da iniquidade», sob a forma duma impostura religiosa, que trará aos homens uma solução aparente para os seus problemas, à custa da apostasía da verdade. A suprema impostura religiosa é a do Anticristo, isto é, dum pseudo-messianismo em que o homem se glorifica a si mesmo, substituindo-se a Deus e ao Messias Encarnado[3].

676. Esta impostura anticrística já se esboça no mundo, sempre que se pretende realizar na história a esperança messiânica, que não pode consumar-se senão para além dela, através do juízo escatológico. A Igreja rejeitou esta falsificação do Reino futuro, mesmo na sua forma mitigada, sob o nome de milenarismo[4], e principalmente sob a forma política dum messianismo secularizado, «intrinsecamente perverso»[5].

677. A Igreja não entrará na glória do Reino senão através dessa última Páscoa, em que seguirá o Senhor na sua morte e ressurreição[6]. O Reino não se consumará, pois, por um triunfo histórico da Igreja[7] segundo um progresso ascendente, mas por uma vitória de Deus sobre o último desencadear do mal[8], que fará descer do céu a sua Esposa[9]. O triunfo de Deus sobre a revolta do mal tomará a forma de Juízo final[10], após o último abalo cósmico deste mundo passageiro[11].






[1] Cf. Lc 18, 8; Mt 24, 12.
[2] Cf. Lc 21, 12; Jo 15, 19-20.
[3] Cf. 2 Ts 2, 4-12; 1 Ts 5. 2-3; 2 Jo 7; 1 Jo 2, 18.22.
[4] Cf. Santo Ofício, Decretum de millenarismo (19 de Julho de 1944): DS 3839.
[5] Cf. Pio XI, Enc. Divini Redemtptoris (19 de Março de 1937): AAS 29 (1937) 65-106, condenando o «falso misticismo» desta «simulação da redenção dos humildes» (p. 69); II Concílio do Vaticano, Const. past. Gaudium et spes, 20-21: AAS 58 (1966) 1040-1042.
[6] Cf. Ap 19, 1-9.
[7] Cf. Ap 13, 8.
[8] Cf. Ap 20, 7-10.
[9] Cf. Ap 21, 2-4.
[10] Cf. Ap 20, 12.
[11] Cf. 2 Pe 3. 12-13.





martes, 2 de septiembre de 2014

Sobre o Apelos de Nossa Senhora


Sobre o Apelos de Nossa Senhora




Jesus Cristo é o Filho Eterno de Deus feito homem (cf. Jo 1,1), à imagem e semelhança de quem foi criado o homem (cf. Gen 1,26; Rom 5,14. 8,29-31).
A Carta aos Hebreus diz-nos: «Muitas vezes e de muitos modos, Deus falou outrora aos nossos pais, por meio dos profetas; nestes últimos tempos falou-nos por meio do Filho, a quem constituiu herdeiro de todas as coisas, e por meio de quem fez todas as coisas.»

O Catecismo da Igreja Católica, no nº 66, citando a Constituição dogmática sobre a Divina Revelação, Dei Verbum 4, ensina-nos: «Portanto, a economia cristã, como nova e definitiva aliança, jamais passará, e não se há-de esperar nenhuma outra revelação pública antes da gloriosa manifestação de nosso Senhor Jesus Cristo (cfr. 1 Tim. 6,14; Tit. 2,13)». Mas o Catecismo continua a dizer no mesmo número: «No entanto, apesar de a Revelação já estar completa, ainda não está plenamente explicitada. E está reservado à fé cristã apreender gradualmente todo o seu alcance, no decorrer dos séculos.»
Precisamente, Jesus e Nossa Senhora, ao revelarem de maneira extraordinária —revelações «privadas»—,  aquilo que em cada momento é oportuno segundo o desígnio de Deus, explicitam aquilo que da Revelação definitiva e completa de Jesus ainda não está explicitado.
O Catecismo ensina no nº 67: «O seu papel [das revelações privadas] não é «aperfeiçoar» ou «completar» a Revelação definitiva de Cristo, mas ajudar a vivê-la mais plenamente, numa determinada época da história. Guiado pelo Magistério da Igreja, o sentir dos fiéis sabe discernir e guardar o que nestas revelações constitui um apelo autêntico de Cristo ou dos seus santos à Igreja.»

Tendo isto em conta, o objectivo deste blog é dar a conhecer as mensagens das aparições de Jesus e Nossa Senhora, que estão aprovadas pela Santa Igreja, bem como aquelas que, estando ainda em estudo, gozam do sensus fidelium (o sentir dos fieis). Verdadeiramente, as palavras de Jesus e Nossa Senhora, nesta forma extraordinária, à sua Igreja são fundamentais para entender estes “últimos tempos” (Hebr 1,2) —inaugurados pela Encarnação, Paixão, Morte e Ressurreição de Cristo— que culminarão no “Dia do Senhor”, tal como São Pedro explicou em Jerusalém no dia de Pentecostes citando o profeta Joel: «Nos últimos dias, diz o Senhor, derramarei o meu Espírito sobre toda a criatura e profetizarão os vossos filhos e as vossas filhas; os vossos jovens verão visões, e os vossos velhos sonharão sonhos. Sobre os meus servos e as minhas servas derramarei o meu Espírito, nesses dias, e eles hão de profetizar. Farei ver prodígios, em cima, no céu, e sinais, em baixo, na terra: sangue, fogo e colunas de fumo. O Sol será transformado em trevas e a Lua em sangue, antes de vir o Dia do Senhor, grande e glorioso. E então, todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo. (Act 2,17-21)»

Marana tha
Vem, Senhor Jesus!

lunes, 1 de septiembre de 2014

Cardeal Angelo Scola sobre as Aparições Marianas


D. Angelo Scola
Cardeal e Arcebispo de Milão








Maria Santíssima, as Aparições Marianas
e o “Fim do Tempo”


«A figura de Maria na historia do tempo da Igreja, que é tempo escatológico, fica, pois, como modelo de todo cristão, precisamente porque ela é ao mesmo tempo Mãe da Cabeça e de cada membro da Igreja. É uma mãe que não cessa de indicar aos seus filhos o centro que sustem tudo: o seu Filho, Jesus Cristo. Por isso quando as aparições de Maria parecem multiplicar-se, como nos nossos dias, tendo em conta o seu carácter de figura da Igreja e a sua continua intercessão materna, não provocam escândalo, senão que indicam que o tempo se acaba e urgem à conversão»[1].





[1] Angelo Scola, Identidad y diferencia. La relación hombre–mujer. Ediciones Encuentro, 1989, pp. 77-78