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miércoles, 1 de junio de 2016

Papa Leão XIII - "Ninguém pode ir a Cristo senão por meio de María" (Encíclica Octobri mense, 1891)

Papa Leão XIII
(1878-1903)


Encíclica Octobri mense, 1891







“Ninguém pode ir a Cristo senão por meio de Maria”


«Pode-se afirmar com toda a verdade e rigor que, por divina disposição, nada do imenso tesouro da graça de Cristo –sabe-se que “a glória e a verdade vieram de Jesus Cristo” (Jo 1, 17)– nos pode ser comunicado, senão por meio de Maria. De modo que, assim como ninguém pode ir ao Pai Supremo senão por meio do Filho, assim também, ordinariamente, ninguém pode ir a Cristo senão por meio de sua Mãe. Quanta sabedoria e misericórdia resplandece nesta disposição da Divina Providência!»







jueves, 28 de enero de 2016

Pp. São Pio X sobre o tempo presente (1903 a.D.): a Apostasía, o Anticristo, a Vitória de Deus.



Papa São Pio X    
(1903-1914)


Encíclica E Supremis, 1903 a.D.







A Apostasía, O Anticristo, A Vitória de Deus


«Além disto, e para passar em silêncio muitas outras razões, Nós experimentávamos uma espécie de terror em considerar as condições funestas da humanidade na hora presente. Quem não vê que a sociedade está, no tempo presente muito mais que no passado, a sofrer de uma terrível e profunda doença que, agravando-se dia a dia, a corrói até ao mais profundo do seu ser e a arrasta à destruição? Essa doença, Veneráveis Irmãos, vós a conheceis, e é o abandono e a apostasía para com Deus; e, sem dúvida, nada há que leve mais seguramente à ruína, conforme a palavra do profeta: Eis que os que se afastam de vós perecerão (Sl 72,27)». (nº 3)

«Sobejamente verdadeiro é que as nações se sublevaram e os povos meditaram projectos insensatos (Sl 2,1) contra o seu Criador; e frequente se tornou este grito dos seus inimigos: Retirai-Vos de nós (Job 21,14). Daí, na maioria, uma rejeição completa de todo o respeito de Deus. Daí hábitos de vida, tanto privada como pública, em que nenhuma conta se faz da soberania de Deus. Bem mais, não há esforço nem artifício que não se ponha por obra para abolir inteiramente a lembrança d’Ele, e até a sua noção». (nº 4)

«Quando tudo isto é considerado, existe uma boa razão para temer que esta grande perversidade possa ser um preanuncio, e talvez o começo dos males que estão reservados para os últimos dias; e que habite já nesta terra o “Filho da Perdição” de quem o Apóstolo fala (2 Tess 2,3). Em verdade, tamanha é a audácia e tamanha a sanha com que por toda parte se lança o ataque à religião, com que se investe contra os dogmas da fé, com que se tende obstinadamente a aniquilar toda a relação do homem com a Divindade! Por outro lado, e de acordo como o mesmo Apóstolo, segundo o carácter próprio do Anticristo, o homem, com uma temeridade sem nome, usurpou o lugar do Criador, elevando-se acima de tudo o que traz o nome de Deus. E isso a tal ponto que, impotente para extinguir em si completamente a noção de Deus, ele rejeita o jugo da Sua majestade, e dedica a si mesmo o mundo visível como se fosse um templo onde pretende receber as adorações dos seus semelhantes. Senta-se no templo de Deus, onde se mostra como se fosse o próprio Deus (2 Tess 2,2)». (nº5)



«Qual venha a ser o desfecho deste combate travado pelos mortais contra Deus, nenhum espírito sensato pode pô-lo em dúvida. Certamente, ao homem que abusa da própria liberdade é concedido violar o direito e a autoridade do Criador do universo. Mas ao Criador fica sempre a vitória. E ainda não é dizer o bastante: a ruína paira mais de perto sobre o homem quando mais audacioso ele se ergue na esperança do triunfo. É o de que o próprio Deus nos adverte nas Sagradas Escrituras. Dizem elas que Ele fecha os olhos sobre os pecados dos homens (Sab 11,24), como que esquecido do seu poder e da sua majestade; mas em breve, após essa aparência de recuo, acordando como um homem cuja força a embriaguez aumentou (Sl 77,65), Ele quebrará a cabeça dos seus inimigos (Sl 67,22), a fim de que todos saibam que Deus é o Rei de toda a terra (Sl 46,8), e de que os povos compreendam que não passam de homens (Sl 9,20)». (nº6)








domingo, 12 de abril de 2015

Mensagem de Jesus nas Aparições de El Escorial, sobre o Hábito Sacerdotal (6.jan.1996) e o Magisterio da Igreja


Nossa Senhora de El Escorial
Espanha, 1981-2002


Aparições de Jesus Cristo e Nossa Senhora
actualmente em estudo a cargo do Arcebispo de Madrid, Carlos Osoro.
Com o Culto Eucarístico autorizado, no lugar das Aparições.

 
Venerável Padre Michael J. McGivney


Sobre o Hábito Sacerdotal

Mensagem de 6 de Janeiro de 1996

Jesus:
«Minha filha, Satanás aproveita-se das almas e mais ainda das almas queridas pelo Meu Coração; infiltra-se em muitos conventos; infiltra-se para que os homens se contagiem uns aos outros e, por isso, o mundo está nas mãos de Satanás. Sede valentes, Meus filhos, amai a Igreja de Cristo. Amai os Mandamentos e cumpri-os. Não vos envergonheis de Deus. Meus queridos sacerdotes, tão amados pelo Meu Coração, sede valentes e pregai a palavra como está escrita. E vós, aqueles que vos envergonhais de Deus e do distintivo do vosso sacerdócio, Meus filhos, ai, por toda a confusão que estais a semear na Terra; Meus filhos, não sereis revestidos da veste santa, porque quisestes tirar essa veste tão bela, Meus filhos, que vos distingue e vos protege de tantos e tantos pecados. Assim como o sinal do cristianismo é a Santa Cruz, o sinal do sacerdote é a veste, Meus filhos. Porque é que a arrumastes? Tendes medo de perder a vida. Não temais os que vos podem tirar a vida, temei perder a alma, Meus filhos. Olha, Minha filha, quantas almas, privilegiadas pelo Meu Coração; fiéis a Ele, estão num lugar a gozar a presença divina do Deus incriado.»


A Autoridade Eclesiástica a respeito das Aparições de Nossa Senhora do Escorial

Para uma informação mais detalhada da posição actual a Igreja respeito das Aparições de Jesus e Nossa Senhora em El Escorial, a Luz Amparo Cuevas, ver a seguinte publicação neste mesmo blog:




Código de Direito Canónico

Cân. 284 – Os clérigos usem trajo eclesiástico conveniente, segundo as normas estabelecidas pela Conferencia episcopal, e segundo os legítimos costumes dos lugares.




Conferência Episcopal Portuguesa[1]

Em conformidade com o cân. 284, a Conferencia Episcopal Portuguesa determina:
1. Usem os sacerdotes um trajo digno e simples de acordo com a sua missão.
2. Esse trajo deve identifica-los sempre como sacerdotes, permanecendo disponíveis para o serviço do povo de Deus.
3. Esta identificação far-se-á, normalmente, pelo uso:
a. da batina;
b. ou do fato preto ou de cor discreta com cabeção.




Directório para o ministério e a vida dos presbíteros
Congregação para o Clero

Importância e obrigatoriedade do hábito eclesiástico
61. Numa sociedade secularizada e de tendência materialista, em que também os sinais externos das realidades sagradas e sobrenaturais tendem a desaparecer, sente-se particularmente a necessidade de que o presbítero – homem de Deus, dispensador dos seus mistérios – seja reconhecível pela comunidade, também pelo hábito que traz, como sinal inequívoco da sua dedicação e da sua identidade de detentor de um ministério público.[2] O presbítero deve ser reconhecido antes de tudo pelo seu comportamento, mas também pelo vestir de maneira a ser imediatamente perceptível por cada fiel, melhor ainda por cada homem[3], a sua identidade e pertença a Deus e à Igreja.
O hábito talar é sinal exterior de uma realidade interior: «efectivamente, o presbítero já não pertence a si mesmo, mas, pelo selo sacramental por ele recebido (cf. Catecismo da Igreja Católica, nn. 1563 e 1582), é “propriedade” de Deus. Este seu “ser de Outro” deve tornar-se reconhecível por parte de todos, através de um testemunho límpido. [...] No modo de pensar, falar, julgar os acontecimentos do mundo, servir e amar, e de se relacionar com as pessoas, também no hábito, o presbítero deve haurir força profética da sua pertença sacramental»[4].
Por este motivo, o clérigo, bem como o diácono transitório, deve[5]:
a) trazer o hábito talar ou «um hábito eclesiástico decoroso, segundo as normas emanadas pela Conferência Episcopal e segundo os legítimos costumes locais»[6]; isto significa que tal hábito, quando não é o talar, deve ser diverso da maneira de vestir dos leigos e conforme a dignidade e sacralidade do ministério. O feitio e a cor devem ser estabelecidos pela Conferência dos Bispos.
b) Pela sua incoerência com o espírito de tal disciplina, as praxes contrárias não possuem a racionalidade necessária para que se possam tornar costumes legítimos[7] e devem ser removidas pela autoridade eclesiástica competente[8].
Salvas situações excepcionais, o não uso do hábito eclesiástico por parte do clérigo pode manifestar uma consciência débil da sua identidade de pastor inteiramente dedicado ao serviço da Igreja[9].
Além disso, a veste talar – também pela forma, cor e dignidade – é especialmente oportuna, porque distingue claramente os sacerdotes dos leigos e dá a entender melhor o caráter sagrado do seu ministério, recordando ao próprio presbítero que, sempre e em qualquer momento, é sacerdote, ordenado para servir, para ensinar, para guiar e para santificar as almas, principalmente pela celebração dos sacramentos e pela pregação da Palavra de Deus. Vestir o hábito clerical serve, ademais, para a salvaguarda da pobreza e da castidade.




Cerimonial dos Bispos[10]

O traje comum ou de uso diário pode ser a batina bretã, não guarnecida pelo cordão de cor violeta. Os Bispos pertencentes a uma família religiosa podem usar o hábito da sua religião. Comeste hábito talar, usam-se meias pretas; pode-se usar cabeção, o solidéu e a faixa de cor violeta. A cruz peitoral é sustentada por uma corrente. Traz sempre o anel.






[1] Decreto da Conferencia Episcopal Portuguesa de 18 de Dezembro de 1984. Publicado na revista Lumen em 1985 e reconhecido pela Santa Sé no mesmo ano.
[2] João Paulo II, Carta ao Cardeal Vigário de Roma (8 de setembro de 1982): Insegnamenti V/2 (1982), 847-849.
[3] Cf. Paulo VI, Alocuções ao clero (17 de fevereiro de 1969; 17 de fevereiro de 1972; 10 de fevereiro de 1978): AAS 61 (1969), 190; 64 (1972), 223; 70 (1978), 191; João Paulo II, Carta aos sacerdotes por ocasião da Quinta-feira Santa (8 de abril de 1979), 7: l.c., 403-405; Alocuções ao clero (9 de novembro de 1978; 19 de abril de 1979): Insegnamenti I (1978), 116; II (1979), 929.
[4] Bento XVI, Discurso aos participantes do Congresso Teológico promovido pela Congregação para o Clero (12 de março de 2010): l.c., 241.
[5] Cf. Pontifício Conselho para os Textos Legislativos, Esclarecimento acerca do valor vinculante do art. 66 do Diretório para o ministério e a vida dos presbíteros (22 de outubro de 1994): “Communicationes” 27 (1995), 192-194.
[6] C.I.C, can. 284.
[7] Cf. Ibid., can. 24, § 2.
[8] Cf. Paulo VI, Motu proprio Ecclesiae Sanctae, I, 25, § 2: AAS 58 (1966), 770; Sagrada Congregação para os Bispos, Carta circular a todos os representantes pontifícios Per venire incontro (27 de janeiro de 1976): EV 5, 1162-1163; Sagrada Congregação para a Educação Católica, Carta circular The document (6 de janeiro de 1980): “L’Osservatore Romano” suppl., 12 de abril de 1980.
[9] Cf. Paulo VI, Audiência geral (17 de setembro de 1969); Alocução ao clero (1 de março de 1973): Insegnamenti VII (1969), 1065; XI (1973), 176.
[10] Aprovado por S.S. o Papa João Paulo II a 7 de Setembro de 1984





domingo, 25 de enero de 2015

A última prova da Igreja - Catecismo da Igreja Católica n. 675-677

Catecismo da Igreja Católica

Promulgado em 1992
pelo Papa São João Paulo II





A última prova da Igreja (Nos 675-677)

675. Antes da vinda de Cristo, a Igreja deverá passar por uma prova final, que abalará a fé de numerosos crentes[1]. A perseguição, que acompanha a sua peregrinação na Terra[2], porá a descoberto o «mistério da iniquidade», sob a forma duma impostura religiosa, que trará aos homens uma solução aparente para os seus problemas, à custa da apostasía da verdade. A suprema impostura religiosa é a do Anticristo, isto é, dum pseudo-messianismo em que o homem se glorifica a si mesmo, substituindo-se a Deus e ao Messias Encarnado[3].

676. Esta impostura anticrística já se esboça no mundo, sempre que se pretende realizar na história a esperança messiânica, que não pode consumar-se senão para além dela, através do juízo escatológico. A Igreja rejeitou esta falsificação do Reino futuro, mesmo na sua forma mitigada, sob o nome de milenarismo[4], e principalmente sob a forma política dum messianismo secularizado, «intrinsecamente perverso»[5].

677. A Igreja não entrará na glória do Reino senão através dessa última Páscoa, em que seguirá o Senhor na sua morte e ressurreição[6]. O Reino não se consumará, pois, por um triunfo histórico da Igreja[7] segundo um progresso ascendente, mas por uma vitória de Deus sobre o último desencadear do mal[8], que fará descer do céu a sua Esposa[9]. O triunfo de Deus sobre a revolta do mal tomará a forma de Juízo final[10], após o último abalo cósmico deste mundo passageiro[11].






[1] Cf. Lc 18, 8; Mt 24, 12.
[2] Cf. Lc 21, 12; Jo 15, 19-20.
[3] Cf. 2 Ts 2, 4-12; 1 Ts 5. 2-3; 2 Jo 7; 1 Jo 2, 18.22.
[4] Cf. Santo Ofício, Decretum de millenarismo (19 de Julho de 1944): DS 3839.
[5] Cf. Pio XI, Enc. Divini Redemtptoris (19 de Março de 1937): AAS 29 (1937) 65-106, condenando o «falso misticismo» desta «simulação da redenção dos humildes» (p. 69); II Concílio do Vaticano, Const. past. Gaudium et spes, 20-21: AAS 58 (1966) 1040-1042.
[6] Cf. Ap 19, 1-9.
[7] Cf. Ap 13, 8.
[8] Cf. Ap 20, 7-10.
[9] Cf. Ap 21, 2-4.
[10] Cf. Ap 20, 12.
[11] Cf. 2 Pe 3. 12-13.