domingo, 14 de febrero de 2016

Nossa Senhora ao Pe. Gobbi: "O fim dos tempos e os sinais que precedem a vinda do meu Filho" (31.Dez.1992)


Mensagens de Nossa Senhora
aos Sacerdotes, Seus filhos predilectos,
através do Pe. Stefano Gobbi
(1973-1997)


Imprimatur do Cardeal Bernardino Echeverría Ruiz, Arcebispo de Guayaquil.
Imprimatur do Arcebispo Metropolitano de Pescara – Penne, D. Francesco Cuccarese.
Imprimatur do Cardeal Ignace Moussa Daoud, Patriarca emérito de Antioquia
dos Sírios, e Perfeito da Congregação para as Igrejas Orientais.







O “fim dos tempos”: Nossa Senhora explica os sinais
que precedem a vinda de Nosso Senhor, descritos na Bíblia,
e como se estão a realizar nos nosso dias.
Comentário do P. Duarte Sousa Lara



Rubbio (Itália), 31 de Dezembro de 1992,
Última noite do ano.


«Deixai-vos educar docilmente por Mim, filhos predilectos.
Nesta última noite do ano, recolhei-vos em oração e na escuta da palavra da vossa Mãe Celeste, Profetisa destes últimos tempos.
Não passeis estas horas no barulho e na dissipação, mas no silêncio, no recolhimento, na contemplação.
Já vos anunciei várias vezes que se aproxima o fim dos tempos e a vinda de Jesus na glória. Quero agora ajudar-vos a compreender os sinais descritos na Sagrada Escritura, que indicam já estar próximo o seu glorioso retorno.
Estes sinais são claramente indicados nos Evangelhos, nas Cartas de S. Pedro e de S. Paulo e estão a realizar-se nestes anos.

O primeiro sinal é a difusão dos erros, que levam à perda da fé e à apostasía.
Estes erros são difundidos por falsos mestres, por célebres teólogos que já não ensinam a verdade do Evangelho, mas sim perniciosas heresias, baseadas em raciocínios humanos e errados.
É por causa do ensino dos erros que se perde a verdadeira fé e se difunde por toda a parte a grande apostasía.
“Tomai cuidado para que ninguém vos engane. Porque virão muitos e hão-de enganar muita gente. Surgirão falsos profetas que hão-de enganar a muitos” (cf. Mt 24,4-5.11).
“O Dia do Senhor não virá sem que primeiro venha a grande apostasía” (cf. 2Tes 2,3).
“Surgirão entre vós falsos mestres. Estes tentarão difundir heresias perniciosas e voltar-se até contra o Senhor que os salvou. Muitos os ouvirão e levarão, como eles, uma vida imoral e, por sua culpa, a fé cristã será desprezada. Movidos pela cobiça, hão-de enganar-vos com raciocínios erróneos” (cf. 2Pe 2,1-3).

O segundo sinal é o rebentar de guerras e de lutas fratricidas, que levam ao predomínio da violência e do ódio e a um resfriamento geral da caridade, ao mesmo tempo que se hão-se tornar cada vez mais frequentes as catástrofes naturais, como epidemias, fomes, inundações e terramotos.
“Quando ouvirdes falar de guerras e de rumores de guerras, não vos assusteis: é necessário que isto aconteça. Há-de erguer-se povo contra povo e reino contra reino, e haverá fomes e terramotos em diversas regiões. Tudo isto será apenas o início de sofrimentos maiores. O mal estará tão difundido que o amor se resfriará em muitos. Mas Deus salvará aquele que perseverar até ao fim” (cf. Mt 24,6-13).

O terceiro sinal é a sangrenta perseguição daqueles que se mantêm fiéis a Jesus e ao seu Evangelho e permanecem firmes na verdadeira fé. Entretanto o Evangelho será pregado por toda a parte do mundo.
Pensai, filhos predilectos, nas grandes perseguições que sofre a Igreja e no zelo apostólico dos últimos Papas, sobretudo o meu Papa João Paulo II, em levar a todas as nações da terra o anúncio do Evangelho.
“Sereis presos, perseguidos e mortos. Sereis odiados por minha causa. Então, muitos abandonarão a fé, odiar-se-ão e atraiçoar-se-ão uns aos outros. Entretanto a mensagem do Reino de Deus será proclamada em todo o mundo; todos os povos deverão ouvi-la. E então virá o fim [da idade]” (cf. Mt 24,9-10.14).

O quarto sinal é o horrível sacrilégio cometido por aquele que se opõe a Cristo, isto é, pelo anticristo. Entrará no Templo santo de Deus e sentar-se-á, no seu trono, fazendo-se adorar ele mesmo como Deus.
“Levantar-se-á contra tudo aquilo que os homens adoram e que leva o nome de Deus. O homem iníquo virá com o poder de Satanás, com toda a força de falsos milagres e falsos prodígios. Usará de toda a espécie de engano maligno para fazer o mal” (cf. 2Tes 2,4-9).
“Vereis um dia no lugar santo aquele que comete o horrível sacrilégio de que falou o profeta Daniel. Quem lê procure compreender” (cf. Mt 24,15).
Filhos predilectos, para compreenderdes em que consiste este horrível sacrilégio, lede o que é predito pelo profeta Daniel:
“Vai, Daniel, estas palavras estão escondidas e seladas até ao tempo do fim. Muitos serão purificados, tornar-se-ão cândidos e íntegros, mas os ímpios continuarão a agir impiamente. Nenhum dos ímpios entenderá estas coisas, mas os sábios compreendê-lo-ão. Ora, desde o tempo em que for abolido o sacrifício quotidiano e se instalar a abominação da desolação, haverá mil duzentos e noventa dias. Bem-aventurado aquele que esperar com paciência e chegar aos mil trezentos e trinta e cinco dias” (cf. Dn 12,9-12).
A Santa Missa é o sacrifício quotidiano, a oblação pura que é oferecida ao Senhor em toda a parte, desde o nascer ao pôr-do-sol.
O Sacrifício da Missa renova o Sacrifício consumado por Jesus no Calvário. Acolhendo a doutrina protestante, dir-se-á que a Missa não é um Sacrifício, mas apenas a Santa Ceia, isto é, a recordação daquilo que Jesus fez na sua Última Ceia. E assim será suprimida a celebração da Santa Missa. É nesta abolição do Sacrifício quotidiano que consiste o horrível sacrilégio realizado pelo anticristo, cuja duração será de cerca de três anos e meio, isto é, de mil duzentos e noventa dias.

O quinto sinal é constituído por fenómenos extraordinários que aparecem no firmamento do céu.
“O sol escurecer-se-á, e a lua perderá a sua luz, as estrelas cairão do céu e as potências do céu serão abaladas” (cf. Mt 24,29).
O milagre do céu ocorrido em Fátima, durante a minha última aparição, pretende indicar-vos que já entrastes nos tempos em que se hão-de cumprir estes acontecimentos que vos preparam para o retorno de Jesus na glória.
“Então ver-se-á no céu o sinal do Filho do Homem. Todos os povos da terra chorarão e os homens verão o Filho do Homem vir sobre as nuvens do céu com grande poder e glória” (cf. Mt 24,30).

Meus predilectos e filhos consagrados ao meu Coração Imaculado, quis esclarecer-vos sobre estes sinais que Jesus vos indicou no Evangelho, para vos preparar para o fim dos tempos, porque eles estão a realizar-se nos vossos dias.
O ano que se encerra e aquele que se abre fazem parte do tempo da grande tribulação durante a qual se difunde a apostasía, se multiplicam as guerras, sucedem em muitos lugares catástrofes naturais, se intensificam as perseguições, o anúncio do Evangelho é levado a todos os povos, fenómenos extraordinários acontecem no céu e se aproxima cada vez mais o momento da plena manifestação do Anticristo.
Convido-os então  a  permanecerdes fortes na fé, firmes na esperança e ardentes na caridade.
Deixai-vos levar por Mim e recolhei-vos todos no refúgio seguro do meu Coração Imaculado, que Eu vos prepararei precisamente para estes últimos tempos.
Lede comigo os sinais do vosso tempo e vivei na paz do coração e na confiança. Eu estou sempre convosco, para vos dizer que a realização destes sinais vos indica com certeza que está próximo o fim dos tempos, com o retorno de Jesus na glória.
“Aprendei esta parábola tirada da figueira: quando os seus ramos estão tenros e despontam as primeiras folhas, compreendeis que está próximo o Verão. Do mesmo modo, quando virdes acontecer estas coisas, sabei que a vossa libertação está próxima” (cf. Mt 24, 32-33).





Comentário do P. Duarte Sousa Lara a esta
mensagem de Nossa Senhora aos Sacerdotes, seus filhos predilectos.




  

A Autoridade Eclesiástica respeito das mensagens
de Nossa Senhora ao P. Stefano Gobbi

Ver a primeira publicação sobre as Mensagens de Nossa Senhora ao P. Gobbi, aqui nos “Apelos de Nossa Senhora”.






domingo, 7 de febrero de 2016

Aparições de Nossa Senhora do bom sucesso (Quito, Equador, 1594-1634) - Profecías sobre o trágico século XX


Aparições de Nossa Senhora do Bom Sucesso
à Madre Mariana Torres
 (Quito, Equador, 1594-1634)


Com aprovação eclesiástica do Bispo diocesano
(cf. final do artigo)


Imagem de Nossa Senhora do bom sucesso na Igreja do Real Convento da Imaculada Conceição, em Quito.



Profecias sobre o trágico século XX    


Quarta aparição de Nossa Senhora do bom sucesso à Madre Mariana de Jesus Torres
(20 de Janeiro de 1610)[1]


Uma grande crise durará até pouco mais da metade do século XX
«Porque te faço saber que, do término do século XIX até um pouco mais da metade do século XX, na hoje colónia e então República do Equador, extravasarão as paixões e haverá uma total corrupção de costumes por reinar Satanás nas seitas maçónicas, a qual visará principalmente a infância, a fim de manter com isto a corrupção geral.
Ai dos meninos deste tempo! Dificilmente receberão o sacramento do baptismo, nem o da confirmação. O sacramento da confissão, só enquanto permanecerem nas escolas católicas, que o Diabo porá todo empenho em destruir, valendo-se de pessoas autorizadas. O mesmo sucederá com a sagrada Comunhão.
Mas, ai! Quanto sinto ao te manifestar que haverá muitos e enormes sacrilégios, públicos e também ocultos, de profanações à sagrada Eucaristia! Muitas vezes, nessa época, os inimigos de Jesus Cristo, instigados pelo demónio, roubarão nas cidades as hóstias consagradas, com o único fim de profanar as eucarísticas espécies! Meu Filho santíssimo se verá jogado ao chão e pisado por pés imundos. […]
Quanto ao sacramento do matrimónio, que simboliza a união de Cristo com a Igreja, será atacado e profanado em toda a extensão da palavra. A maçonaria, que então reinará imporá leis iníquas com o objectivo de extinguir esse sacramento, facilitando a todos o viverem mal, propagando-se a geração de filhos malnascidos, sem a bênção da Igreja. Irá decaindo rapidamente o espírito cristão, apagar-se-á a luz preciosa da fé até chegar a uma quase total e geral corrupção de costumes. Acrescidos ainda os efeitos da educação laica, isto será motivo para escassearem as vocações sacerdotais e religiosas. O sagrado sacramento da ordem sacerdotal será ridicularizado, oprimido e desprezado, porque neste sacramento se oprime e conspurca a Igreja de Deus, e a Deus mesmo, representado em seus sacerdotes. O demónio procurará perseguir os ministros do Senhor de todos os modos, e trabalhará com cruel e subtil astúcia para desviá-los do espírito de sua vocação, corrompendo a muitos deles. Estes, que assim escandalizarão o povo cristão, farão recair sobre todos os sacerdotes o ódio dos maus cristãos e dos inimigos da Igreja católica apostólica romana. Com este aparente triunfo de Satanás, atrairão sofrimentos enormes aos bons pastores da Igreja, e à excelente maioria de bons sacerdotes e ao Pastor supremo e Vigário de Cristo na terra, que, prisioneiro no Vaticano, derramará secretas e amargas lágrimas na presença de seu Deus e Senhor, pedindo luz, santidade e perfeição para todo o clero do universo, do qual é rei e pai.
Ademais, nesses infelizes tempos haverá um luxo desenfreado que, por ser laço de pecado para os demais, conquistará inúmeras almas frívolas e as perderá. Quase não se encontrará inocência nas crianças, nem pudor nas mulheres, e, nessa suprema necessidade da Igreja, calar-se-á aquele a quem competia a tempo falar.»




Aparição de Nossa Senhora do bom sucesso a 2 de Fevereiro de 1634


A lamparina que se apaga
Pronunciadas estas palavras, viu a lamparina que ardia diante de Jesus sacramentado, apagar-se, ficando o altar-mor inteiramente às escuras. Madre Mariana quis levantar-se, deixando a oração, para acender uma vela que substituísse a lamparina. Mas não pôde: estava completamente sem sentidos.


Primeiro significado: a propagação de heresias nos séculos XIX e XX
«A lamparina que arde diante do altar e que viste apagar-se, possui muitos significados.
O primeiro é que no fim do século XIX, avançando por grande parte do século XX, várias heresias se propagarão nestas terras, então, República livre. E com o domínio delas, apagar-se-á nas almas a luz preciosa da fé, pela quase total corrupção dos costumes. Nesse período haverá grandes calamidades físicas e morais, públicas e privadas.
O pequeno número de almas que conservará oculto o tesouro da fé e das virtudes sofrerá um cruel, indizível e prolongado martírio. Muitas delas descerão ao túmulo pela violência do sofrimento e serão contadas como mártires que se sacrificaram pela Igreja e pela Pátria.
Para a libertação da escravidão destas heresias, aqueles a quem o amor misericordioso de meu Filho santíssimo destinará para esta restauração, necessitarão de grande força de vontade, constância, valor e muita confiança em Deus. Para por à prova esta fé e confiança dos justos, haverá ocasiões em que tudo parecerá perdido e paralisado. Será, então, o feliz princípio da restauração completa.» [...]


Terceiro significado: a sensualidade que varrerá o mundo.
«O terceiro motivo pelo qual se apagou a lamparina é porque nesses tempos estará a atmosfera saturada do espírito de impureza, que a maneira de um mar imundo correrá pelas ruas, praças e logradouros públicos com uma liberdade assombrosa.
Quase não haverá almas virgens no mundo. A delicada flor da virgindade, tímida e ameaçada de completa destruição, luzirá longe. Refugiando-se nos claustros, encontrará terreno adequado para crescer, desenvolver-se e viver sendo seu aroma o encanto de meu filho santíssimo e o pára-raios da ira divina. Sem a virgindade seria preciso, para purificar estas terras, que chovesse fogo do céu.
O invejoso e pestífero demónio intentará, em sua maliciosa soberba, introduzir-se nestes jardins fechados dos claustros religiosos para fazer murchar esta formosa e delicada flor. Mas eu o enfrentarei e esmagarei sua cabeça sob meus pés.
Mas, ai dor! Haverá almas incautas que, voluntariamente, se entregarão às suas garras. E outras, voltando para o mundo, serão instrumentos do Diabo para perder as almas.»


Quarto significado: a corrupção da inocência infantil.
O quarto motivo da lamparina ter-se apagado é que a seita, havendo-se apoderado de todas as classes sociais, possuirá tanta subtileza para introduzir-se nos ambientes domésticos que perderá as crianças e o demónio se gloriará de alimentar com o requintado manjar dos corações dos meninos.
Nesses tempos infaustos mal se encontrará a inocência infantil. Desta forma perder-se-ão as vocações para o sacerdócio, e será uma verdadeira calamidade.
Restarão as comunidades religiosas para sustentar a Igreja e trabalhar com valoroso, desinteressado empenho na salvação das almas. Porque nesse período a observância da regra resplandecerá nas comunidades, haverá santos ministros do altar, almas ocultas e belas, nas quais meu Filho santíssimo e eu nos deleitaremos, considerando as excelentes flores e frutos da santidade heróica. Contra eles a impiedade fará dura guerra, cumulando-os de vitupérios, calúnias e vexações, para impedir-lhes o cumprimento do ministério. Mas eles, como firmíssimas colunas, permanecerão inabaláveis e enfrentarão a tudo com esse espírito de humildade e sacrifício com que serão revestidos, em virtude dos méritos infinitos de meu filho santíssimo, que os ama como as fibras mais delicadas de seu santíssimo e terníssimo coração.»


A crise no clero
«No clero secular haverá, nessa época, muito que desejar, porque os sacerdotes se descuidarão do seu sagrado dever. Perdendo a bússola divina, desviar-se-ão do caminho traçado por Deus para o ministério sacerdotal e apegar-se-ão ao dinheiro, em cuja obtenção porão demasiado empenho.
E como esta Igreja padecerá nessa ocasião a noite escura da falta de um prelado e pai, que vele com amor paterno, com suavidade, fortaleza, tino e prudência, muitos sacerdotes perderão seu espírito, pondo em grande perigo suas almas.
Em sua mão será posta a balança do santuário.
Ora com instância, clama sem cansar-te e chora com lágrimas amargas no segredo de teu coração, pedindo a nosso Pai celeste que, por amor ao coração eucarístico de meu santíssimo Filho, pelo preciosíssimo sangue vertido com tanta generosidade e pelas profundas amarguras e dores de sua acerba paixão e morte, ele se compadeça de seus ministros e ponha termo quanto antes a tempos tão nefastos, enviando a esta Igreja o prelado que deverá restaurar o espírito de seus sacerdotes.
A esse filho meu muito querido, amamos meu Filho santíssimo e eu com amor de predilecção, pois o dotaremos de uma capacidade rara, de humildade de coração, de docilidade às divinas inspirações, de fortaleza para defender os direitos da Igreja e de um coração terno e compassivo, para que, qual outro Cristo, assista o grande e o pequeno, sem desprezar ao mais desafortunado que lhe peça luz e conselho em suas dúvidas e amarguras. E para que, com suavidade divina, guie as almas consagradas ao serviço de Deus nos claustros, sem tornar-lhes pesado o jugo do Senhor, que disse: “Meu jugo é suave e meu peso é leve”.
Em sua mão será posta a balança do santuário para que tudo se faça com peso e medida e Deus seja glorificado.
Para evitar que venha logo este prelado e pai, concorrerá a tibieza de todas as almas consagradas a Deus, no estado sacerdotal e religioso. Esta, aliás, será a causa de o maldito Satanás apoderar-se destas terras, onde ele tudo obterá por meio de gente estrangeira e sem fé, tão numerosa que, como uma nuvem negra, toldará o límpido céu da então República consagrada ao sacratíssimo Coração de meu divino Filho.
Com essa gente entrarão todos os vícios, que atrairão, por sua vez, toda sorte de castigos, como a peste, a fome, disputas internas e com outras nações e a apostasía, causa da perdição de um considerável número de almas, almas tão caras a Jesus Cristo e a mim.
Para dissipar esta nuvem negra, que impede a Igreja de gozar o claro dia da liberdade, haverá uma guerra formidável e espantosa, na qual correrá sangue de nacionais e de estrangeiros, de sacerdotes seculares e regulares e também de religiosas. Esta noite será horrorosíssima, porque, humanamente, o mal parecerá triunfante.
Será chegada, então, a minha hora em que eu, de forma maravilhosa, destronarei o soberbo e maldito Satanás, calcando-o debaixo dos meus pés e acorrentando-o no abismo infernal. Assim a Igreja e a Pátria estarão, por fim, livres de sua cruel tirania.»




A Autoridade eclesiástica respeito das Aparições de Nossa Senhora do Bom Sucesso

O Bispo de Quito, D. Salvador de Ribera, atestou em documentos oficiais a milagrosa finalização da estátua de Nossa Senhora, por São Francisco de Assis e os Três Arcanjos, São Miguel, São Gabriel e São Rafael, e presidiu a unção e a solene consagração da estátua na Igreja do Real Convento da Imaculada Conceição, no dia 2 de Fevereiro de 1611.
A devoção e as aparições foram também autorizadas e promovidas pelo seguinte Bispo de Quito, D. Pedro de Oviedo, que governou a diocese entre 1630 a 1646.
A oração a Nossa Senhora do Bom Sucesso recebeu o imprimatur do Bispo de Quito em 1941, como uma aprovação parcial. A Festa de Nossa Senhora do Bom Sucesso é celebrada dia 2 de Fevereiro, Festa da Purificação de Nossa Senhora.








[1] As mensagens estão retiradas da obra: Vida admirável da Rev.da Madre Mariana de Jesus Torres mística confidente de Nossa Senhora do Bom Sucesso, escrita pelo Rev.do Padre Manuel Sousa Pereira da Ordem Seráfica dos Menores do Convento Máximo de S. Francisco de Assis de Quito, Equador.







jueves, 28 de enero de 2016

Pp. São Pio X sobre o tempo presente (1903 a.D.): a Apostasía, o Anticristo, a Vitória de Deus.



Papa São Pio X    
(1903-1914)


Encíclica E Supremis, 1903 a.D.







A Apostasía, O Anticristo, A Vitória de Deus


«Além disto, e para passar em silêncio muitas outras razões, Nós experimentávamos uma espécie de terror em considerar as condições funestas da humanidade na hora presente. Quem não vê que a sociedade está, no tempo presente muito mais que no passado, a sofrer de uma terrível e profunda doença que, agravando-se dia a dia, a corrói até ao mais profundo do seu ser e a arrasta à destruição? Essa doença, Veneráveis Irmãos, vós a conheceis, e é o abandono e a apostasía para com Deus; e, sem dúvida, nada há que leve mais seguramente à ruína, conforme a palavra do profeta: Eis que os que se afastam de vós perecerão (Sl 72,27)». (nº 3)

«Sobejamente verdadeiro é que as nações se sublevaram e os povos meditaram projectos insensatos (Sl 2,1) contra o seu Criador; e frequente se tornou este grito dos seus inimigos: Retirai-Vos de nós (Job 21,14). Daí, na maioria, uma rejeição completa de todo o respeito de Deus. Daí hábitos de vida, tanto privada como pública, em que nenhuma conta se faz da soberania de Deus. Bem mais, não há esforço nem artifício que não se ponha por obra para abolir inteiramente a lembrança d’Ele, e até a sua noção». (nº 4)

«Quando tudo isto é considerado, existe uma boa razão para temer que esta grande perversidade possa ser um preanuncio, e talvez o começo dos males que estão reservados para os últimos dias; e que habite já nesta terra o “Filho da Perdição” de quem o Apóstolo fala (2 Tess 2,3). Em verdade, tamanha é a audácia e tamanha a sanha com que por toda parte se lança o ataque à religião, com que se investe contra os dogmas da fé, com que se tende obstinadamente a aniquilar toda a relação do homem com a Divindade! Por outro lado, e de acordo como o mesmo Apóstolo, segundo o carácter próprio do Anticristo, o homem, com uma temeridade sem nome, usurpou o lugar do Criador, elevando-se acima de tudo o que traz o nome de Deus. E isso a tal ponto que, impotente para extinguir em si completamente a noção de Deus, ele rejeita o jugo da Sua majestade, e dedica a si mesmo o mundo visível como se fosse um templo onde pretende receber as adorações dos seus semelhantes. Senta-se no templo de Deus, onde se mostra como se fosse o próprio Deus (2 Tess 2,2)». (nº5)



«Qual venha a ser o desfecho deste combate travado pelos mortais contra Deus, nenhum espírito sensato pode pô-lo em dúvida. Certamente, ao homem que abusa da própria liberdade é concedido violar o direito e a autoridade do Criador do universo. Mas ao Criador fica sempre a vitória. E ainda não é dizer o bastante: a ruína paira mais de perto sobre o homem quando mais audacioso ele se ergue na esperança do triunfo. É o de que o próprio Deus nos adverte nas Sagradas Escrituras. Dizem elas que Ele fecha os olhos sobre os pecados dos homens (Sab 11,24), como que esquecido do seu poder e da sua majestade; mas em breve, após essa aparência de recuo, acordando como um homem cuja força a embriaguez aumentou (Sl 77,65), Ele quebrará a cabeça dos seus inimigos (Sl 67,22), a fim de que todos saibam que Deus é o Rei de toda a terra (Sl 46,8), e de que os povos compreendam que não passam de homens (Sl 9,20)». (nº6)








domingo, 24 de enero de 2016

"Eu regresso, irmãos e irmãs. Eu estou a chegar." - Mensagem de Jesus, o Rei, à Anne, 23.Janeiro.2004

Revelações de Jesus e Nossa Senhora
a Anne, apóstola leiga
EUA, 2003-2004


Nihil Obstat e Imprimatur, a 12 de Novembro de 2013,
pelo Bispo de Kilmore, Leo O’Reilly





Mensagem de Jesus a 23 de Janeiro de 2004[i]

Jesus Cristo, o Rei: “Eu regresso, irmãos e irmãs. Eu estou a chegar”.


«Os Meus irmãos e as Minhas irmãs pensam em Mim como no seu amigo mais querido, que esteve fora em viagem, mas que agora regressa. Que preparação ireis fazer para este amigo? Não haverá uma celebração quando este amigo regressar? Lembrai-vos que este amigo sempre vos amou e sempre olhou pelos vossos interesses. Este amigo provou, de facto, a Sua lealdade para convosco, oferecendo a Sua vida para que vós pudésseis viver. Em resumo, tudo o que este amigo tem, este amigo vos deu. Pensai agora que preparativos são apropriados. Eu acho que nenhuns preparativos serão suficientemente bons para Me acolher de volta ao vosso mundo. Eu regresso, irmãos e irmãs. Eu estou a chegar. Muitos de vós ireis ser testemunhas do Meu regresso. Estareis prontos para Me saudar? Eu quero que este seja um tempo alegre para vós e isso só será possível com a vossa cooperação. Preparai o Caminho do Senhor. Abri o vosso coração. Ajudai-Me a abrir os corações de todos os que estão à vossa volta. Pedi-Me cada dia, “Senhor, o que posso fazer hoje para preparar a Tua vinda? Dirige-Me, Senhor, e Eu tratarei de todos os Teus desejos.” Filhos de Deus, Eu expliquei-vos muitas coisas. Eu revelei-vos muitas coisas. Tomai as Minhas palavras no vosso coração e vivei por elas, porque, na verdade, as Minhas palavras se destinam a dirigir-vos e a dar-vos conforto e consolação. As Minhas palavras são a Verdade. Eu sou Jesus. Eu sou o Rei. Eu estou a regressar para o vosso mundo e ninguém irá negar que sou Eu. Alguns hão-de rejeitar-Me. Mas tu não Me rejeitarás. Tu cantarás louvores ao Pai por esta intervenção misericordiosa no teu mundo. Ficai Comigo agora como Minha frente avançada. Preparai-vos para o Meu regresso e ficareis agradecidos por toda a eternidade por terdes cooperado com este esforço celeste sobre a terra. Tu trabalhas para Mim, querida alma, e Eu velarei por todos os teus interesses».




Posição actual da Igreja sobre as revelações de Jesus a Anne

Cf. A primeira publicação das Mensagens de Jesus Cristo à Anne, aqui no “Apelos de Nossa Senhora”; depois da mensagem vem descrita a posição actual da Igreja sobre as revelações de Jesus, Nossa Senhora e os Santos, à Anne.







[i] Direction For Our Times, Volume 4 (Português), p. 27.

domingo, 10 de enero de 2016

São Luis Maria Grignon de Montfort - "Os Apóstolos dos Últimos Tempos"

São Luís-Maria Grignion de Montfort
(1673–1716)

Canonizado pelo Pp. Pio XII em 1947






“Os Apóstolos dos Últimos Tempos”
(Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem, Nos 55-59)



II. Os Apóstolos dos Últimos Tempos
55. Enfim, Deus quer que sua Mãe seja hoje mais conhecida, mais amada e mais honrada do que nunca. Isso acontecerá, sem dúvida, se os predestinados entrarem, com a graça e a luz do Espírito Santo, na prática interior e perfeita que seguidamente lhes descobrirei. Verão então, com tanta claridade quanto a fé lhes permitir, a formosa estrela do mar, e, se obedecerem às suas directivas, chegarão a bom porto apesar das tempestades e dos piratas. Conhecerão as grandezas desta soberana e devotar-se-ão inteiramente ao seu serviço, como Seus súbditos e Seus escravos de amor. Experimentarão as suas doçuras e bondades maternais, e amar-lhe-ão ternamente, como Seus filhos muito queridos. Conhecerão as misericórdias de que Ela é cheia, e sentirão a necessidade que têm do seu socorro. Recorrerão sempre a Ela, em todas as coisas, como sua querida advogada e medianeira junto de Jesus Cristo. Compreenderão que Ela é o meio mais fácil, mais curto, mais perfeito para irem a Jesus, e a Ela se entregarão de corpo e alma, sem reservas, para do mesmo modo pertencerem a Jesus Cristo.

56. Mas quem serão esses servos, escravos e filhos de Maria?
Serão “ministros do Senhor” (Hb 1, 7; Sl 103, 4) que, qual fogo crepitante, levarão a toda parte as chamas do Amor Divino. Serão “setas na mão do Poderoso” (Sl 126, 4), flechas agudas nas mãos poderosas de Maria para trespassarem os seus inimigos. Serão “filhos de Levi” (Ml 3, 3), bem purificados no fogo das grandes tribulações, bem apegados a Deus, que tra- rão o Ouro do Amor em seus corações, o incenso da oração no espírito, e a mirra da mortificação no corpo. Serão por toda parte o “bom odor de Jesus Cristo”: odor de vida para os pobres, os pequenos e os humildes; odor de morte para os grandes, os ricos e orgulhosos mundanos (2 Cor 2, 15-16).

57. Serão “nuvens trovejantes” ( Mc 3, 17; Sl 103, 7), que voarão pelos ares ao menor sopro do Espírito Santo. E, sem se apegarem a coisa alguma, nem se admirarem ou inquietarem, espalharão a chuva da Palavra de Deus e da Vida Eterna. Bradarão contra o pecado, clamarão contra o mundo, fulminarão o demónio e seus adeptos. Atravessarão de lado a lado, para a vida ou para a morte, com a espada de dois gumes da Palavra de Deus (Ef 6, 17; Hb 4, 12), todos aqueles a quem forem enviados da parte do Altíssimo.

58. Serão verdadeiros apóstolos dos últimos tempos, a quem o Senhor das virtudes dará a palavra e a força para operar maravilhas e arrebatar gloriosos despojos ao inimigo. Dormirão sem ouro nem prata e, o que é mais, sem cuidados, no meio dos outros sacerdotes eclesiásticos e clérigos (Sl 67, 14). Terão, no entanto, as asas prateadas da pomba, para irem, com a recta intenção da glória de Deus e da salvação das almas, aonde o Espírito Santo os chamar. Deixarão após si, nos lugares onde tiverem pregado, o ouro da caridade, que é o cumprimento de toda a Lei (Rm 13, 10).

59. Sabemos, enfim, que serão os verdadeiros discípulos de Jesus Cristo, que seguirão as pegadas da sua pobreza, humildade, desprezo do mundo e caridade. Ensinarão o estreito caminho de Deus na pura verdade, segundo o Santo Evangelho e não segundo as máximas do mundo, sem se colocar em inquietação nem fazer acepção de pessoas, sem poupar, escutar ou temer nenhum mortal, por poderoso que seja.
Terão nos lábios a espada de dois gumes, que é a Palavra de Deus; trarão aos ombros o estandarte sangrento da Cruz, o crucifixo na mão direita, o Rosário na esquerda, os sagrados nomes de Jesus e Maria no coração, e a modéstia e mortificação de Jesus Cristo em toda a sua conduta. Eis os grandes homens que hão de vir, mas que Maria suscitará por ordem do Altíssimo, para estender o seu Império sobre o dos ímpios, idólatras e maometanos. Quando e como acontecerá isto?... Só Deus o sabe. Quanto a nós, apenas nos compete calar, rezar, suspirar e esperar: “Esperei ansiosamente o Senhor” (Sl 39, 2).