Mapa das Aparições Marianas
desde 1531
d.C. até hoje.
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Fonte: National Geographic, Dezembro 2015. Clickar na imagem para vê-la com melhor resolução. |
O papel especial de Maria nos Últimos
Tempos...
No
gráfico que nos é apresentado debaixo do mapa, que compreende o número de
aparições de Nossa Senhora entre os anos 1531 e 2015, resulta evidente a excepcional
acção de Maria Santíssima durante o século XX. É a prova gráfica daquelas
palavras de São Luís Maria Grignon de Montfort, nos nos 49-54 do “Tratado
da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem”, nos quais fala do “papel especial de Maria nos últimos tempos”
(podem ver-se aqui:
Nestas manifestações
extraordinárias da Mãe de Deus, nas quais se dirige à Igreja do Seu Filho —da
qual Maria é também Mãe—, Ela tem dirigido à humanidade o incessante apelo à
conversão e a súplica contínua de que os homens deixem de ofender a Deus e O
passem a amar como Seu Criador e Salvador.
Nossa Senhora tem chamado
os homens para voltar ao seio da Igreja, a qual brotou do costado de Jesus Cristo
aberto na cruz para nos redimir da escravidão de Satanás e dos nossos pecados.
Maria fala dos tesouros que a Igreja tem: são os Sacramentos, por meio dos
quais chega até nós a graça de Nosso Senhor Jesus Cristo; e insiste
principalmente em que recorramos ao Sacramento da Confissão, onde recebemos o
perdão dos nossos pecados —se verdadeiramente arrependidos e com verdadeiro
propósito de emenda—, e ao Sacramento da Eucaristia, onde recebemos não só a
graça de Cristo, mas a Cristo mesmo, presente em Corpo, Sangue, Alma e
Divindade nas espécies eucarísticas (no “pão” e no “vinho”).
Nossa Senhora, nas suas aparições,
mantém sempre este registo doutrinal e catequético, o qual não é mais que um recordar
amoroso e preocupado da amabilíssima Mãe de Deus daquelas verdades que o Seu
Filho adorável nos revelou e que foram postas por escrito pelos Apóstolos nos
Santos Evangelhos, e que a Igreja sempre ensinou.
... que guia a Igreja do Seu Filho durante a
Grande Tribulação do “Fim do Tempo”...
Por outro lado, nos últimos
150 anos, Maria Santíssima tem insistido de uma maneira especialíssima e fora
do comum naquela parte (certamente mais esquecida) da Divina Revelação que é a
apocalíptica ou, como lhe chamam os teólogos e os doutores, a escatologia. A
escatologia é o ramo da teologia que estuda aquelas verdades da Fé que se referem
ao fim da historia e à vitória definitiva de Jesus Cristo sobre o mal, aquando
da Sua Última Vinda, na qual julgará os vivos e os mortos e instaurará o Seu
Reino eterno: serão os novos céus e a nova terra; terá lugar a ressurreição da
carne e dará aos salvados o dom da vida eterna.
A este respeito mencionamos
algumas Aparições marianas com singular relevância. Podemos considerar como emblemática
a Aparição de La Salette (França, 1846), na qual Nossa Senhora fala à
humanidade por meio dos pequenos pastores Melanie Calvat e Maximin Giraud. Ali,
Maria começa (para não mais parar) a falar sobre os acontecimentos que devem
ter lugar no “fim do tempo” (o tempo que precede a Vinda de Nosso Senhor),
explicando em definitiva aquelas verdades que nos foram reveladas pela própria
boca de Nosso Senhor, e escritas no santo Evangelho, bem como no Apocalipse de
São João.
Dignas de menção são também
várias revelações, que precedem o ano de 1846, a vários místicos (beatificados
ou canonizados), entre eles a Beata Elisabetta Canori Mora (Itália, 1774-1825)
e a Beata Ana Catarina Emmerich (Alemanha, 1774-1824), ambas beatificadas pelo
Papa São João Paulo II, e por meio das quais Nosso Senhor Jesus Cristo falou à
Igreja sobre os eventos que terão lugar no “fim do tempo”.
Em 1903, o Papa São Pio X, começando
a ver a “grande apostasia” em acto (profetizada por São Paulo aos
Tessalonicenses, como prelúdio da última vinda de Cristo), afirma, na primeira
encíclica do seu papado, E supremis,
haver razões suficientes para afirmar que estejam a começar os males anunciados
para os últimos dias. Chega inclusivamente a perguntar-se se não caminhará já
na Terra o “Filho da Perdição”, que é o nome que São Paulo (2 Tes 2,3) dá ao
Anticristo.
Em 1917 Nossa Senhora
aparece em Fátima a Jacinta, Francisco e Lúcia. Ali a Mãe de Deus adverte que se
o homem não se converte, estalará uma guerra pior que a Primeira Guerra
Mundial. O pedido de Nossa Senhora é ignorado, o homem cada vez se afasta mais
de Deus e, 22 anos depois, começa o flagelo da Segunda Guerra Mundial. Nossa
Senhora pediu ainda a Consagração da Rússia ao seu Imaculado Coração, com o fim
de evitar a propagação dos erros da ideologia marxista ateia pelo mundo. É a
mesma Nossa Senhora que mais tarde dirá à Irmã Lúcia que a consagração será
feita, mas que será tarde demais[1].
A Virgem Maria anunciou ainda a punição da humanidade pelos seus muitos pecados
por meio da fome e de perseguições à Igreja e ao Santo Padre.
Em 1973, Nossa Senhora
apareceu no Japão, em Akita, à Irmã Agnes Sasagawa onde, em três brevíssimas
mensagens, fala do terrível castigo que a ira de Deus Pai está a preparar para
infligir à humanidade; um castigo maior que o dilúvio: “fogo cairá do céu e
destruirá uma grande parte da humanidade”. A Virgem Maria adverte que “a obra
do Diabo infiltrar-se-á até na Igreja” de tal modo que veremos “cardeais contra
cardeais, bispos contra bispos”. Como em Fátima, Nossa Senhora, pede oração,
penitência e sacrifícios generosos, para suavizar a ira do Pai.
Entre os anos 1973 e 1997
temos as locuções que o Pe. Stefano Gobbi recebeu de Maria Santíssima, onde
Nossa Senhora continuou a desvelar o sentido enigmático de várias passagens do
livro do Apocalipse e daquelas passagens que, ora na boca de Jesus, ora na boca
dos Apóstolos São Pedro, São João e São Paulo, e estudadas ao longo dos séculos
pelos Padres e Doutores da Igreja, permaneciam ainda baixo o véu do enigma.
Assim, na sua última mensagem, no dia 31 de Dezembro de 1997, depois de 605
mensagens, Nossa Senhora afirma num tom solene: «Tudo vos foi revelado».
Em 1981, Nossa Senhora
apareceu no Ruanda, na cidade de Kibeho, a três jovens de nome Alphonsine
Mumureke, Nathalie Mukamazimpaka, e Marie Claire Mukangango. Mais uma vez Maria
Santíssima descreve o mundo como em estado de “revolta contra Deus” e diz que “está
à beira da catástrofe”. Nossa Senhora avisou que se a população do Ruanda não
se convertesse um “rio de sangue” haveria de correr pela nação. Doze anos
depois, teve lugar o terrível genocídio: 800.000 mortos durante os 100 dias do
genocídio, e estima-se que 250.000 mulheres tenham sido violadas durante o
mesmo período.
Foi também em 1981 que
começaram as Aparições de Nossa Senhora em El Escorial (Madrid, Espanha), que
viriam a terminar em 2002. Na mesma altura —ano de 1981— começaram ainda as
aparições em Medjugorje (Bósnia e Herzegovina), que duram até hoje.
... até à Vitoria Final de Jesus Cristo.
Se
Maria Santíssima, nestes últimos 150 anos, tem vindo a preparar a Igreja para o
“fim do tempo”, ou seja, para a batalha final entre Satanás (e os seus sequazes)
e Deus (e o seu povo santo), também é verdade que Ela nunca deixou de anunciar
o resultado de dita batalha:
— La
Salette, 1846: «Então a água e o fogo purificarão a Terra e consumirão todas as
obras do orgulho dos homens, e tudo será renovado. Deus será servido e
glorificado».
— Fátima,
13 de Julho de 1917: «Por fim o Meu Imaculado Coração triunfará».
— Akita,
1973: «Aqueles que põem a sua confiança em Mim serão salvos».
— P. Stefano
Gobbi, 31 de Dezembro de 1997: «Por fim o meu Imaculado Coração triunfará. Isso
acontecerá no maior triunfo de Jesus, que trará para o mundo o seu glorioso
reino de amor, de justiça e de paz e fará novas todas as coisas. Abri os
corações à esperança. Escancarai as portas a Cristo que vem a vós na glória.
Vivei a trépida hora deste segundo Advento. Tornai-vos, assim, os corajosos anunciadores
deste meu triunfo, porque vós, pequenas crianças consagradas a Mim, que viveis
do meu próprio espírito, sois os Apóstolos destes últimos tempos. Vivei como
fiéis discípulos de Jesus, no desprezo do mundo e de vós mesmos, na pobreza, na
humildade, no silêncio, na oração, na mortificação, na caridade e na união com
Deus; enquanto sois desconhecidos e desprezados pelo mundo».
— El
Escorial, 5 de Setembro de 1987: «Por mim, minha filha, formou-se a Igreja na
Terra. E por mim, minha filha, virá o Paraíso».