Nossa Senhora desvela os símbolos
do livro do Apocalipse 13,11-18:
“O número da besta: 666”
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Quadro de Luca Signorelli: Sermão e obras do Anticristo (1499–1504).
Note-se a semelhança física do Anticristo com a pessoa de Jesus, e o demónio a segredar-lhe ao ouvido.
Esta semelhança é posta de relevo nas visões de vários místicos da Igreja.
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Nesta mensagem, Nossa Senhora fala do Anticristo, cume da
purificação, da grande tribulação e da apostasia, e fá-lo realizando uma
leitura da historia em torno do anticristo, e do seu número, que é o “número da
besta”, o 666. Da mesma maneira que Jesus Cristo recapitula em si a humana
criatura, realizando a sua salvação e concedendo-lhe a vida eterna, o
anticristo recapitula em si a apostasia do diabo. O drama do Anticristo
denuncia a suprema e más vigorosa tentação do inimigo (contra Cristo) para
apoderar-se dos homens. Em definitiva, o diabo, consciente do triunfo final de
Cristo, tentará num esforço desesperado perder a quantos justos consiga, com a
sedução e perseguição do anticristo.
Mensagens de Nossa Senhora aos
Sacerdotes,
Seus filhos predilectos, através do
Pe. Stefano Gobbi
(1973-1997)
Imprimatur do Cardeal Bernardino Echeverría Ruiz, Arcebispo de
Guayaquil.
Imprimatur do Arcebispo Metropolitano de Pescara – Penne, D. Francesco Cuccarese.
Imprimatur do Cardeal Ignace Moussa Daoud, Patriarca emérito de
Antioquia
dos Sírios, e Perfeito da Congregação para as Igrejas
Orientais.
Milão,
17 de Junho de 1989
«Filhos predilectos, compreendeis agora o desígnio da
vossa Mãe Celeste, a Mulher revestida de sol, que combate (1) com o seu exército na grande luta contra todas as forças do
mal, para obter a sua vitória na perfeita glorificação da Santíssima Trindade.
Combatei comigo, pequenos filhos, contra o dragão (2), que procura levar toda a
humanidade a pôr-se contra Deus.
Combatei comigo, pequenos filhos, contra a besta negra (3), a maçonaria, que quer conduzir as
almas à perdição.
Combatei
comigo, pequenos filhos, contra a besta semelhante a um cordeiro (4), a maçonaria infiltrada no interior
da vida eclesial para destruir Cristo e a sua Igreja. Para atingir este
objectivo ela quer construir um novo ídolo, isto é, um falso cristo e uma falsa
igreja (5).
A maçonaria eclesiástica recebe ordens e poder das varias
lojas maçónicas e age para conduzir secretamente todos a fazerem parte destas
seitas secretas.
Assim, incita os ambiciosos com a perspectiva de
carreiras fáceis; enche de bens os famintos de dinheiro; ajuda os seus membros
a alcançarem a primazia e a ocuparem os postos mais importantes, marginalizando
ao mesmo tempo, de maneira astuciosa mas decidida, todos aqueles que se recusam
a participar no seu projecto.
De facto, a besta semelhante a um cordeiro exerce todo o
poder da primeira besta, na sua presença, e obriga a terra e os seus habitantes
a adorarem a primeira besta (cf. Ap 13,12).
A
maçonaria eclesiástica chega até ao ponto de construir uma imagem em honra da
besta, obrigando todos a adorar esta imagem.
Mas, segundo o primeiro Mandamento da Lei do Senhor, só a
Deus se deve adorar e só a Ele deve ser dada toda a forma de culto.
Então substitui-se Deus por um ídolo, poderoso, forte,
dominador; um ídolo tão poderoso, que é capaz de condenar à morte todos os que
não adorarem a imagem da besta; um ídolo tão forte e dominador, que faz com que
todos –pequenos, grandes, ricos e pobres, livres e escravos– sejam marcados na
mão direita ou na fronte, e que ninguém possa comprar ou vender sem ter esta
marca, isto é, sem ter o nome da besta ou o número do seu nome (cf. Ap
13,15-17).
Este grande ídolo, construído para ser adorado e servido
por todos é, como já vos revelei na mensagem precedente, um falso cristo e uma
falsa igreja.
Mas
qual é o seu nome?
No capítulo 13 do Apocalipse está escrito: “Aqui é
preciso sabedoria. Quem tem inteligência calcule o número da besta: este número
representa o nome de um homem. Esse número é 666” (cf. Ap 13,18).
Com a inteligência, iluminada pela luz da divina
Sabedoria, consegue-se decifrar a partir do número 666 o nome de um homem e
este nome, indicado por tal número é o do anti-cristo
(6).
Lúcifer, a serpente antiga, o diabo o Satanás, o dragão
vermelho, torna-se, nestes últimos tempos, o anti-cristo.
Já o apóstolo João afirmava que todo aquele que nega que
Jesus Cristo é Deus é o anticristo.
A imagem ou o ídolo, construído em honra da besta para
ser adorado por todos os homens é o anticristo.
Calculai agora o seu número 666, para compreenderdes como
indica o nome de um homem.
O número 333 indica a Divindade.
Lúcifer rebela-se contra Deus por soberba, porque se quer
colocar acima de Deus.
O número 333 indica o mistério de Deus. Aquele que se
quer colocar acima de Deus tem o sinal 666; portanto este número indica o de
Lúcifer, Satanás, isto é, daquele que se põe contra Cristo, o anticristo.
O número 333 indicado uma vez, isto é, vezes 1, exprime o
mistério da unidade de Deus.
O número 333, indicado duas vezes, isto é, vezes 2,
indica as duas naturezas, a divina e a humana, unidas na Pessoa divina de Jesus
Cristo.
O número 333 indicado três vezes, isto é, vezes 3, indica
o mistério das três Pessoas divinas, isto é, exprime o mistério da Santíssima
Trindade.
O número 333, expresso uma, duas, três vezes, exprime
então os principais mistérios da fé católica, que são:
1º: a unidade e a Trindade de Deus;
2º: a Encarnação, a Paixão, a Morte e a Ressurreição de
Nosso Senhor Jesus Cristo.
Se
o número 333 indica a Divindade, aquele que se quer pôr acima do próprio Deus é
indicado pelo número 666.
O número 666, indicado uma
vez, isto é,
vezes 1, exprime o ano de 666.
Neste período histórico, o anticristo manifesta-se
através do fenómeno do islamismo, que nega
directamente o mistério da Trindade divina e a divindade de Nosso Senhor Jesus
Cristo.
O
islamismo, com a sua força militar, lança-se por toda a parte, destruindo todas
as antigas comunidades cristãs, invade a Europa e só graças a uma minha materna
e extraordinária intervenção, solicitada fortemente pelo Santo Padre (7), é que não consegue destruir por
completo a Cristandade.
O número 666 indicado duas
vezes, isto é,
vezes 2, exprime o ano de 1332.
Neste período histórico, o anticristo manifesta-se através de um ataque radical à
fé na Palavra de Deus.
Através dos filósofos, que começam a dar valor exclusivo
à ciência e depois à razão, tende-se a constituir gradualmente como único
critério de verdade só a inteligência humana. Nascem os grandes erros
filosóficos, que continuam pelos séculos até aos vossos dias. (8)
A importância exagerada dada à razão, como critério exclusivo
de verdade, leva necessariamente à destruição da fé na Palavra de Deus. De
facto, com a reforma protestante rejeita-se a Tradição como fonte da divina
Revelação e só se aceita a Sagrada Escritura. Mas mesmo esta última deve ser
interpretada por meio da razão, rejeitando-se obstinadamente o Magistério autêntico
da Igreja hierárquica, à qual Cristo confiou a guarda do depósito da fé. Cada
um é livre de ler e compreender a Sagrada Escritura segundo a sua interpretação
pessoal. Deste modo, á destruída a fé na Palavra de Deus.
Obra
do anticristo, neste período histórico, é a divisão da Igreja, a consequente
formação de novas e numerosas confissões cristãs, que são gradualmente levadas
a uma perda cada vez mais extensa da verdadeira fé na Palavra de Deus.
O número 666 indicado três
vezes, isto é,
vezes 3, exprime o ano 1998.
Neste período histórico, a maçonaria, ajudada pela
maçonaria eclesiástica, conseguirá o seu grande projecto: construir um ídolo
para o colocar no lugar de Cristo e da sua Igreja – um falso cristo e uma falsa
igreja. Portanto, a imagem construída em honra da primeira besta, para ser
adorada por todos os habitantes da terra, e que assinalará com a sua marca
todos aqueles que queiram comprar ou vender, é a do anticristo.
Chegastes assim ao cume da purificação, da grande
tribulação e da apostasia (9).
A apostasia será então generalizada porque quase todos
seguirão o falso cristo e a falsa igreja. Abrir-se-á então a porta ao
aparecimento do homem ou da própria pessoa do anticristo!
Eis, filhos predilectos, porque vos quis iluminar sobra
as páginas do Apocalipse, que se referem aos tempos em que viveis. Para vos
preparar comigo para a parte mais dolorosa e decisiva da grande luta que se
está a combater entre a vossa Mãe Celeste e todas as forças do mal que se
desencadearam (10).
Coragem! Sede fortes, minhas pequenas crianças.
Compete-vos a vós, nestes anos difíceis, permanecer fieis a Cristo e à sua
Igreja, suportando hostilidades, lutas e perseguições. Mas sois parte preciosa
do pequeno rebanho, que tema missão de combater e de vencer, no final, a
poderosa força do anticristo.
A todos vos formo, vos defendo e vos abençoo».
Notas importantes:
(1) Sobre
Nossa Senhora «que combate com o seu exército na grande luta contra todas as
forças do mal»:
Mensagem
de Nossa Senhora ao P. Stefano Gobbi, a 16 de Julho de 1973: «Eu mesma serei a
comandante deste exército, que estou agora a formar no silêncio e no
recolhimento. É para ele o tempo da infância e da vida oculta. É preciso muito
silêncio, muita humildade, muita confiança, muita oração.
Os
Sacerdotes do Movimento estou a escolhê-los e a formá-los Eu própria, segundo
um desígnio do meu Imaculado Coração. Virão de todas as partes, do clero
diocesano, das Ordens religiosas e dos diferentes Institutos. Formarão o
exército dos “meus Sacerdotes”, que Eu própria hei-de alimentar e de formar
para as próximas batalhas do Reino de Deus.
Não
haja um chefe entre vós: Eu própria serei a vossa Comandante. Vós sereis todos
irmãos; amando-vos, compreendendo-vos, ajudando-vos.
A
única coisa importante é que vos deixeis formar por mim. Para isto é importante
que cada um se ofereça e se consagre ao meu Coração Imaculado e se confie
inteiramente a Mim. Depois eu tratarei de tudo.
Formá-los-ei
num grande amor ao Papa e à Igreja a ele unida. Prepará-los-ei para um heróico
testemunho do Evangelho, que irá para alguns até ao derramamento de sangue.
A
seu tempo o Movimento sairá a campo descoberto para combater o bando contrário,
o exército que o demónio, meu eterno inimigo, está a preparar com sacerdotes
seus [...]»
(2) Sobre
o “dragão”.
(3) Sobre
a “besta negra”, a maçonaria.
(4) Sobre
“a besta semelhante a um cordeiro”, a maçonaria infiltrada na Igreja:
(5)
Sobre o falso cristo e a falsa igreja remetemos, entre tantas outras, à
profecia do Venerável Fulton J. Sheen:
e às revelações de
Nosso Senhor à Beata Ana Catarina Emmerich (em torno a 1800):
(6)
Sobre o Anticristo.
Na Sagrada Escritura
(Novo Testamento): Mt 24,15-25; 2Tes 2; Ap 13,11-18.
Nos Padres de
Igreja: Ireneo, Adversus Haereses V 25-30. Hipólito, De Antichristo. Tomás de
Aquino, Summa Theologiae I,
114,4; II II 178,1; Super II Thes.
cap. 2, l. 1-3.
Nas aparições
marianas:
La Salette, França
1846: «A natureza exige vingança por causa dos homens e estremece de pavor, na
espera do que deve acontecer à Terra imunda de crimes. Tremei, ó Terra, vós que
fizestes profissão de servir a Jesus Cristo, mas que no vosso íntimo adorais a
vós próprios. Tremei, pois Deus vos entregará ao seu inimigo, porque os lugares
santos estão imersos na corrupção.
Muitos conventos não
são mais casas de Deus, mas pastagens de Asmodeu e os seus [demónios]. Durante
esse tempo nascerá o Anticristo de uma religiosa hebraica, uma falsa virgem que
terá comunicação com a velha serpente, o mestre da impureza; o seu pai será
bispo. Ao nascer, vomitará blasfémias e terá dentes. Numa palavra, será o diabo
encarnado. Dará gritos espantosos, fará prodígios, alimentar-se-á só de
impurezas. Terá irmãos que, embora não sejam como ele, outros demónios
encarnados, serão filhos do mal; aos doze anos eles far-se-ão notar pelas
brilhantes vitórias que obterão; logo estará cada um à cabeça de exércitos,
assistidos por legiões do inferno.
As estações mudarão,
a terra só dará maus frutos, os astros perderão os seus movimentos regulares, a
Lua não projectará senão uma débil luz avermelhada. A água e o fogo darão ao
globo terrestre movimentos convulsivos e horríveis tremores de terra que engolirão
montanhas, cidades, etc..
Roma perderá a fé e
se tornará sede do Anticristo.
Os demónios do ar,
junto com o Anticristo, farão grandes prodígios na terra e nos ares. E os
homens se perverterão cada vez mais.
Nossa Senhora, El
Escorial, España, 24 de Julho de 1983: «Entre a humanidade está a raça maldito
do Anticristo, e o Anticristo está entre os quatro ângulos da terra, para
confundir as almas; mas com sacrifício e com oração, meus filhos, e com
humildade, nunca o inimigo se poderá apoderar das vossas almas».
Nossa Senhora, El
Escorial, España, Nossa Senhora, 5 de Abril de 1986: «Minha filha, o Anticristo
apoderar-se-á de Roma. Há muitos sequazes do Anticristo e ele quer sentar-se na
Sede de Pedro. Pedi muito pelo Meu filho, o Vigário de Cristo, que sofre
grandes perseguições, e o Anticristo está perto dele para o fazer sofrer.
Uni-vos a ele em oração e oferecei as vossas orações. Os Nossos Corações
amam-no muito».
No Magistério
eclesiástico:
(7)
Nossa Senhora refere-se à batalha de Lepanto que teve lugar em 1571. O Pp. São Pio
V organiza uma coligação católica chamada Liga Santa, formada pelos Estados
Pontifícios, o Reino de Espanha, a República de Veneza, a Ordem de Malta,
República de Génova e Ducado de Saboya, para travar a conquista islâmica de
Europa, por parte do Império Otomano.
(8) Para
um estudo sobre as ideias filosóficas que a partir século XIV foram guiando a
humanidade até ao ateísmo actual cf. Carlos
Valverde, Génesis, estructura y
crisis de la modernidad, BAC, Madrid 2003.
(9) Sobre
a apostasia:
A Autoridade Eclesiástica respeito
das mensagens
de Nossa Senhora ao P. Stefano Gobbi
Ver a
primeira publicação sobre as Mensagens de Nossa Senhora ao P. Gobbi, aqui nos
“Apelos de Nossa Senhora”.